Indústria

Indústria europeia espera adiamento por 5 anos do fim de veículos híbridos

Comissão Europeia divulgará eventuais mudanças na semana que vem

A semana que vem promete ser decisiva os próximos anos dos fabricantes de veículos e dos motores a combustão na Europa. A Comissão Europeia adiou para a próxima terça-feira, 16, anúncio do pacote de alterações, ou não, das regras que visam emissões zero no continente.

Empresa e fontes ligadas às tratativas adiantam, porém, que a entidade poderá prorrogar por pelo menos mais cinco anos a oferta de veículos com sistemas híbridos.

Pelas normas atuais, somente modelos elétricos puros poderão ser vendidos na Europa a partir de 2035. A Comissão Europeia, assim, adiaria essa restrição para 2040, assegurando a continuidade de híbridos plug-in e elétricos de autonomia estendida, mas caso utilizem combustíveis sustentáveis ​​ou aço.

Campanha e pressão pela flexibilização das regras que eliminam as vendas de veículos que não emitam CO2 vem movimentando setor automotivo europeu há meses. Sobretudo por parte das montadoras.

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Elas argumentam limitações tecnológicas, produtivas, do  próprio mercado consumidor, além de  dificuldades competitivas e até riscos de desemprego em massa na região se as limitações não forem revistas.

Na semana passada, informa a agência de notícias Reuters, também pelo menos seis países pediram que a Comissão Europeia atenue as regras, inclusive a proibição de se vender automóveis a combustão interna a partir de 2035. Sugeriram a continuidade dos híbridos ou com outras tecnologias “que possam contribuir para a meta de redução de emissões”.

Em novembro, partiu de John Elkann, presidente mundial da Stellantis, a afirmação de que a indústria automobilística europeia corre o risco de “declínio irreversível” se forem mantidos — ou modestamente alterados — os limites e prazos atualmente previstos.

O líder do conglomerado mundial que reúne 15 marcas fez o alerta durante cerimônia de início de produção, na Itália, de versão híbrida do Fiat Cinquecento, compacto que vinha sendo comercializado nos últimos anos somente na versão totalmente elétrica. Ele deixou claro ainda que os fabricantes querem incentivo à troca de veículos e  que favoreçam a produção de carros compactos.


Foto: IA

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Publicado por
George Guimarães

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