Mercado

Consórcio de veículos movimenta R$ 200 bilhões no ano

Único segmento com queda na venda de novas cotas foi o de pesados, justamente o que teve maior alta no tíquete médio

No cômputo geral dos veículos, incluindo leves, pesados e motos, o sistema de consórcio comercializou quase R$ 200 bilhões na venda de novas cotas no acumulado de janeiro a novembro, expansão de 14% sobre total de R$ 174 bilhões do mesmo período de 2024.

Foram 3,29 milhões de adesões ao sistema, alta de 6,8% no comparativo interanual. Segundo a Abac, Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio, as contemplações apontaram crescimento de 2,9% e os créditos liberados somaram pouco mais de R$ 84 bilhões potencialmente injetados no mercado consumidor dos três segmentos.

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Dos 9,47 milhões de consorciados ativos em veículos automotores, 56% participam dos grupos de veículos leves, 34,3% de motocicletas e 9,7% de veículos pesados.

O segmento de pesados, que a partir deste ano contempla desde caminhões e ônibus até embarcações, aeronaves e implementos rodoviários e agrícolas, foi o único a registrar queda na venda de novas cotas. O recuo foi de 17,3%, de 221,6 mil adesões de janeiro a novembro de 2024 para 183,2 mil no mesmo acumulado deste ano.

Essa retração, segundo a Abac, reflete basicamente a queda da comercialização de caminhões e implementos no mercado interno principalmente neste segundo semestre do ano, conforme mostram números de produção e vendas da Anfavea divulgados no início deste mês.

Apesar do recuo na venda de novas cotas, houve expansão no valor comercializado nos consórcios de pesados, reflexo direto da alta do tíquete médio no segmento, a maior entre todos os ligados a veículos.

No comparativo de novembro deste ano com idêntico mês de 2024, o tíquete de pesados aumentou 15,5%, de R$ 244,5 mil para R$ 282,7 mil. “Com isso, o volume total de créditos comercializados saltou 13,9%, de R$ 40,9 bilhões para R$ 46,6 bilhões no acumulado até novembro”, informou a Abac em comunicado divulgado nesta quinta-ceira, 18.

No caso dos leves, a comercialização de cotas cresceu 8,5%, com os negócios aumentando 13,2% ao somarem R$ 133,8 bilhões de janeiro a novembro. Também a alta de 2,3% do tíquete médio, que passou de R$ 68,9 mil para R$ 70,4 mil, contribuiu, segundo a Abac, para a ampliação dos resultados.

No segmento de motos, a venda de novas cotas avançou 7,3% no ano, com 1,32 milhão de adesões — e o tíquete médio cresceu 7,2%, de R$ 19,9 mil para R$ 21,3 mil. O volume de créditos comercializados atingiu R$ 28 bilhões, evolução de 18% sobre janeiro a novembro de 2024.


Foto: IA

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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