Mercado

Vendas de caminhões em 2025 só não foram piores graças aos médios e semipesados

Ano termina com queda 8,7% nos emplacamentos; há perspectiva de alguma recuperação com o programa Move Brasil em 2026.

Os crescimentos de 31,8% e 4,5% nas vendas de caminhões médios e semipesados, respectivamente, foram as forças que atenuaram o desempenho negativo nos emplacamentos de veículos do segmento do ano passado. O mercado fechou período em queda de 8,7% com 110.873 unidades negociadas ante 121.373 no exercício anterior.

Segundo aponta a Fenabrave, a demanda menor por caminhões extrapesados foi a maior responsável pelo resultado em baixa, afinal, é categoria que, historicamente, participa com 45% a 50% dos licenciamentos.

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“Foi um ano desafiador, com taxas de juros altas e bancos seletivos para ofertar crédito. Neste ambiente, o transportador postergou compras”, resumiu Sérgio Zonta, primeiro vice-presidente da Fenabrave durante apresentação dos números de vendas em 2025.

De acordo com o dirigente, o transportador conviveu no ano passado com taxas juros de 25% a 28% ao ano, cenário que deve mudar nos próximos meses com o Move Brasil, programa que dá continuidade ao Renovar e coloca R$ 10 bilhões no primeiro semestre, via BNDES, para compra de caminhões novos e usados partir de modelo 2012.

“É fato positivo que deve estimular o empresário a renovar frota, em especial de extrapesados, com juros menores, de 13% a 14% ao ano e carência de seis meses. Ajudam ainda uma estimativa de boa safra e o esperado início de ciclo de queda da Selic.”

Baseado na perspectiva de maior movimento impulsionado pelo Move Brasil, a Fenabrave já enxerga um crescimento nas vendas de caminhões em 2026. Em sua primeira projeção do ano, a federação estima alta de 3,5%, para mercado em torno de 114,7 mil unidades.

“O Move Brasil traz um alento. A projeção, em um primeiro momento, pode se mostrar até conservadora”, observou Zonta.


Foto: Divulgação DAF

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Publicado por
Décio Costa

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