Mercado

Motos emplacam 2,2 milhões de unidades em 2025

Com crescimento de 17%, volume supera o total de carros vendidos no Brasil

Com vendas em alta em dezembro, da ordem de 7% sobre novembro, o mercado de motocicletas encerrou 2025 com 2.197.308 emplacamentos, acelerando 17,1% sobre o total de 1.875.890 licenciamentos de 2024.

Divulgado esta semana pela Fenabrave, o balanço revela recorde histórico de vendas no segmento.

“Trata-se de uma expansão estrutural, impulsionada pelo uso profissional para entregas e uso pessoal para transporte individual, sem contar que a motocicleta também tem sido, muitas vezes, opção como segundo veículo das famílias”, avalia o presidente da entidade, Arcelio Junior.

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De acordo com o executivo,  a restrição de crédito nos financiamentos, que apresentaram maior seletividade e taxas de juros mais altas no ano passado, incentivou a demanda pelo consórcio, que respondeu por 30% dos emplacamentos.

“O mercado de motos segue como principal motor do setor automotivo e caminha para um novo recorde histórico de vendas”, comenta Arcelio Jr., revelando ser nesse segmento a previsão de maior expansão para este ano, em torno de 10%.

Antes de 2025, o melhor ano para as motos foi em 2011, quando as vendas atingiram 1.940.519 unidades. “Com base nesse levantamento, notamos que o ano de 2025 ficou 13,23% acima do melhor ano até então, o que mostra o avanço sustentável deste mercado, em todo o país”, enfatiza o presidente da Fenabrave.

Ao contrário do mercado de carros, que emplacou 1.996.531 unidades no ano passado e registra participação crescente de modelos elétricos no Brasil, o segmento de motos ainda engatinha quando o tema é eletrificação.

As motocicletas elétricas somaram apenas 8.552 emplacamentos no acumulado de 2025, pequena expansão de 9,35% sobre as 7.821 unidades registradas em 2024.

“Apesar do avanço, é um segmento de giro mais baixo, que deve seguir com variações limitadas até a sua consolidação, impulsionada pela entrada de novos modelos”,  comenta Arcelio Jr.


 

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Publicado por
Redação AutoIndústria

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