Montadora norte-americana teve só 9,7% das vendas no primeiro bimestre e continua na curva descendente dos últimos cinco anos

O primeiro bimestre de 2026 não foi de muito boas notícias para duas das marcas que mais vendem automóveis e comerciais leves no Brasil. Toyota e General Motors registraram desempenho comercial muito abaixo da média do mercado, que cresceu 1,7%, e perderam importantes parcelas de participação diante do que tinham um ano antes.
A Toyota, sabidamente, tem motivos de sobra para cravar o maior índice negativo de 2026. A montadora ainda sofre para regularizar a produção e a oferta de seus principais veículos, prejudicadas pela destruição da fábrica de motores de Porto Feliz, SP, em setembro de 2025, e que deve voltar a operar somente em 2028.
Com 20 mil licenciamentos no acumulado dos dois primeiros meses, queda de mais de 27%, a marca foi ultrapassada pela BYD e aparece agora na sexta posição, com fatia de 5,9%. Há um ano, era a quarta colocada ao deter 8,2% dos emplacamentos.
Já a GM não pode alegar muitas desculpas pela falta de fôlego comercial da linha de produtos. Nos acumulado de janeiro e fevereiro, os veículos de sua marca Chevrolet alcançaram 33 mil unidades negociadas, 7,4% a menos do que em igual período do ano passado, segundo números apurados pela Fenabrave.
A participação de 9,7% já a coloca mais na briga, com a Hyundai, pela sustentação da terceira posição do que para um eventual retorno ao patamar médio da última década.
Na verdade, o encolhimento de 2026 é uma sequência do que já vem ocorrendo há um bom tempo com a GM. Depois de liderar as vendas de 2016 a 2020, com participações entre 17% e até 18%, a montadora foi ultrapassada pela Fiat e Volkswagen e desde 2023 vem em curva decrescente mais acentuada.
Há apenas três anos, respondia por 15% dos licenciamentos de automóveis e comerciais leves, mas encerrou 2024 já com 12,7%. No ano passado, a participação foi reduzida a 10,8%, diante dos 17,1% da segunda colocada Volkswagen.
A líder Fiat respondeu por nada menos do que 21% dos emplacamentos de 2025, praticamente o dobro do negociado pela GM. Um quadro absolutamente distinto de nem tanto tempo assim.
Em 2020, mesmo em meio à pandemia, a GM liderou o mercado pelo quinto ano consecutivo, com 17,3% de participação, um ponto porcentual a mais do que a concorrente italiana.
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Naquele ano, o Onix, modelo de entrada da Chevrolet, alcançou 135,3 mil unidades emplacadas e foi o veículo mais vendido do País. Em 2025, somou 80 mil licenciamentos e apareceu atrás de outros cinco modelos.
Com a anunciada chegada no segundo trimestre do Sonic, SUV de entrada produzido em Gravataí, RS, a GM esperar recuperar, ainda em 2026, parte do muito de terreno que perdeu nos últimos cinco anos.
Se os executivos da montadora esperam por isso, ainda mais os concessionários Chevrolet, que estão vendo a concorrência multiplicar. Sobretudo com a recente chegada das marcas chinesas em faixas de produtos e preços onde, na década passada, só as conhecidas rivais faziam frente.
Foto: Divulgação
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