
U m veterano modelo do portfólio da Toyota no Brasil está em vias de ganhar mais fôlego comercial. A montadora confirmou nesta quinta-feira, 19, o desembarques em sua rede de concessionárias da nova geração do SUV médio RAV4 no mês que vem.
Desde já, porém, a Toyota convida potenciais clientes a se cadastrarem no site oficial, caso estejam interessados na aquisição do modelo e também para garantirem prioridade na lista de espera.
Importado, o RAV4 historicamente cumpriu papel de discretíssimo coadjuvante no segmento de utilitários esportivos, com vendas muito abaixo inclusive do irmão grandalhão SW4, montado na Argentina, e em anos mais recentes, claro, do Corolla Cross, SUV nacional líder da marca, com quase 60 mil entregues aos clientes finais em 2025.
No primeiro bimestre de 2026, por exemplo, o RAV4 — utilitário esportivo mais vendido do mundo, segundo a montadora — acumulou 787 unidades emplacadas. Em compensação, SW4 e Corolla Cross, no mesmo período, somaram 2,3 mil e 5,1 mil licenciamentos, respectivamente.
A média de vendas dos últimos dois anos ficou ao redor de somente 2,7 mil unidades. É pouco, naturalmente, mas a própria marca não nutre a esperança de negociar grandes volumes para um carro que custa próximo dos R$ 350 mil em versão única híbrida.
O RAV4, na verdade, serve mais como uma atraente vitrina das qualidades dos produtos da marca, mas, uma vez renovado, pode até atrapalhar a ascensão de concorrentes diretos, em outras palavras, a profusão de modelos chineses eletrificados.
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A Toyota ainda não antecipou qual pacote de conteúdos e tecnologias oferecerá no mercado brasileiro da geração apresentada no ano passado no Japão e que tem 4,61 metros de comprimento e 2,69 m de entre-eixos.
Confirmou apenas que seguirá com motorização híbrida e terá as versões de acabamento S e superior SX, uma “oferta mais ampla para atender às diferentes demandas do público”. Em nota, a Toyota apenas enfatiza as muitas tecnologias inteligentes de auxílio à condução presentes na versão mais cara.
A chegada do RAV4 renovado não deixa de ser, ainda que modesto, um potencial reforço de vendas para a marca que perdeu espaço no mercado interno e que ainda sofre para regularizar a produção e a oferta de seus principais veículos após a destruição da fábrica de motores de Porto Feliz, SP, em setembro de 2025, e que deve voltar a operar somente em 2028.
Com somente 20 mil licenciamentos no acumulado dos dois primeiros meses, queda de mais de 27%, a marca foi ultrapassada pela BYD e aparece agora na sexta posição, com fatia de 5,9%. Há um ano, era a quarta colocada ao deter 8,2% dos emplacamentos.
Mas outro alento: somente agora o SUV nacional Yaris Cross, modelo candidato a líder de vendas da Toyota aqui, começa a chegar em volumes mais significativos às revendas, o que deve impactar positivamente os números de licenciamentos a partir deste mês.
Foto: Divulgação
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