Apesar dos avanços tecnológicos no veículo, a infraestrutura viária também merece atenção; Nova geração do VW Tiguan ficou mais potente; BMW iX3 é sucesso de venda na Europa e vem para o Brasil; impressões do GAC GS3, o futuro chinês goiano
Alertas vêm da Dekkra, empresa alemã centenária especializada em segurança e inspeção veicular. As estradas do país são as melhores e mais seguras do mundo, os veículos tornaram-se mais responsivos e previsíveis, com o número de acidentes fatais diminuindo em consequência. Ainda assim, certos tipos de desastres continuam a representar um risco bastante alto.
Colisões com árvores, por exemplo, ainda estão entre as mais graves em estradas rurais. Um breve momento de distração, pistas molhadas ou sujas e velocidade acima da permitida, mesmo que ligeiramente, são suficientes para um veículo derrapar — e árvores não perdoam. Alertas de saída de faixa, marcações viárias adicionais detectáveis por câmera e novos sensores poderiam intervir antes que o veículo começasse a sair de controle. Contudo, árvores existentes devem ser protegidas por barreiras adequadas e as novas devem ser plantadas a uma distância segura da estrada.

Usuários da via sobre duas rodas ou a pé sempre foram os mais vulneráveis. Desenho de veículos mais favoráveis a pedestres, limites de velocidade reduzidos em cidades e vilas, melhores faróis e campanhas de conscientização levaram a uma diminuição do número de mortes de pedestres. No entanto, resultados têm estagnado há vários anos ou até voltado a aumentar em alguns países.
Embora assistente de frenagem de emergência com detecção de pedestres esteja se tornando mais difundido, essa tendência negativa só pode ser revertida em conjunto com outras ações. Por exemplo, na infraestrutura, com travessias acessíveis ou orientação de tráfego visualmente clara, mas também no comportamento dos próprios usuários da via.
Muito perigosa é a colisão entre um caminhão em conversão e um ciclista ou pedestre. Pontos cegos não podem ser completamente eliminados mesmo com espelhos ou câmeras adicionais. Nem os melhores sensores conseguem detectar todos os perigos – por exemplo, quando ciclistas estão ocultos por veículos estacionados. O número de acidentes graves desse tipo em centros urbanos permanece quase constante.
Assistentes de frenagem de emergência detectam obstáculos e veículos lentos ou parados e, em caso de necessidade, acionam os freios. Controle de cruzeiro adaptativo garante a manutenção de distância segura do veículo à frente. Porém, ainda permanece a advertência: um segundo de desatenção pode ser fatal. Apesar dos avanços tecnológicos, distrações causadas por celulares, telas táteis, cansaço, sono e pressão de tempo continuam sendo causas recorrentes de colisões graves.
Em versão única R-Line, o SUV médio-grande Tiguan recebeu uma reformulação completa, a maior desde sua estreia no Brasil em 2009. A dianteira ganha destaque pela nova assinatura luminosa em LED, faróis com tecnologia IQ.Light Matrix e entradas de ar ampliadas na grade redesenhada. Atrás, a faixa horizontal iluminada reforça a identidade visual e amplia a percepção de largura. Recebeu novas rodas de 19 pol. e teto solar panorâmico.
Motor 2-litros turbo entrega 272 cv de potência e 35,7 kgf·m, o mais potente já oferecido no Brasil. Câmbio automático, oito marchas e tração integral que distribui automaticamente a potência entre os eixos de acordo com as condições de aderência. Há seis modos de condução: Eco, Normal, Sport, Individual, Neve e Off-road. Neste último, adiciona informações específicas na central multimídia.
Sobressai no interior o quadro de instrumentos de 10,25 pol. e nova central multimídia de 15 pol. que oferece integração sem fio com Android Auto e Apple CarPlay. Outra novidade é o chamado seletor de experiências: substitui a tradicional alavanca de câmbio no console central e reúne comandos de modos de condução e de iluminação ambiente. Bancos dianteiros incluem ajustes elétricos, memória, aquecimento, ventilação e função de massagem.
São 12 os recursos de assistência entre os quais a condução semiautônoma Nível 2, frenagem automática de emergência e o sistema que pode parar o veículo de forma segura em caso de incapacidade do motorista.
Preço: R$ 299.990 (a partir de maio).
Sinais entre avanço e uma certa acomodação — para não dizer vendas abaixo do esperado — de veículos 100% elétricos no mercado europeu apresentam algumas exceções. Uma destas é o BMW iX3, um SUV médio cujas dimensões são bem próximas ao X3 com motor a combustão (mm): comprimento, 4.782; largura, 1.895; altura, 1.635 e distância entre eixos, 2.897. Porta-malas, 520 L (mais 58 L sob o capô). Rodas de 20 a 22 pol. A procura logo de início levou a marca alemã a decidir aumentar a produção da recém-inaugurada fábrica em Debrecen, construída para incrementar a estratégia de elétricos (híbridos e modelos só a combustão em outras locais).
Por adotar uma arquitetura de 800 V (a mais cara existente), pode adicionar cerca de 300 km de alcance em 10 minutos em carregadores potentes. No entanto, mantêm-se as limitações de sempre: a fim de preservar a vida útil da bateria convencional de íons de lítio de 108,7 kW⋅h é esclarecido que se deve carregar preferencialmente até 80% da carga total. E o tempo para subir de 80% até 100% chega perto de meia hora, dependendo da temperatura ambiente. Alcance médio estimado de até 800 km pelo ciclo europeu WLTP reconhecidamente otimista, mas não tanto como o ciclo chinês CLTC; no ciclo americano EPA, 640 km (próximo ao do Inmetro).
Tração integral e dois motores que totalizam 463 cv e 65,8 kgf·m asseguram aceleração de 0 a 100 km/h em 4,9 s. No interior destacam-se a tela panorâmica de 43,3 pol. que se estende pela largura na base do para-brisa, além da tela multimídia tátil de 17,9 pol. e projetor de dados no para-brisa em 3D.
Previsão de início de vendas no Brasil no terceiro trimestre deste ano, após se iniciar o segundo turno em Debrecen.
Com investimento previsto de US$ 1,3 bilhão (R$ 6,8 bilhões) até 2030, a GAC vai consolidar uma operação industrial no país, após acerto com a HPE. Este grupo brasileiro tem unidade fabril em Catalão (GO) desde 1998, de onde saíram mais de 600.000 unidades da Mitsubishi e mais recentemente da Suzuki. Após tratativas com a marca chinesa, o início da produção local está previsto para 2027 e possivelmente com motorização flex.
GS3, primeiro futuro modelo goiano, é um SUV médio-compacto com foco claro em desempenho e uso urbano. Seu estilo é exageradamente rebuscado com faróis quase escondidos de tão pequenos. Luzes de rodagem diurna de LED e de sinalização têm posição destacada. Na traseira, as lanternas também são “provocativas”, há um defletor no teto e a tampa do porta-malas fica perto demais ao para-choque. Nas laterais ainda mais vincos, porém as rodas impressionam bem.
Motor a gasolina 1,5 L turbo de 177 cv e 25,5 kgf·m de torque garante respostas rápidas e boas retomadas, até algo acima da média entre os concorrentes diretos como Compass e Corolla Cross. Essa boa impressão ganha reforço no modo Sport. Câmbio de dupla embreagem e sete marchas apresenta demora para trocar marchas quando mais exigido. Direção tem grau de maciez correto. Suspensões, de acerto mais firme, não agradam em pisos irregulares com ruídos perceptíveis no interior.
Preços: R$ 139.990 a R$ 159.990.
Fotos: Divulgação VW/BMW/GAC
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