Indústria

Caminhões elétricos ainda não decolaram no Brasil

Na China, em compensação, governo quer 40% das vendas de veículos de novas energias até 2030

A descorbonização do transporte de carga é desafio maior até do que do segmento de automóveis e a eletrificação de caminhões leves e pesados engatinha e patina no Brasil, como atestam os números de licenciamentos.

Os negócios limitam-se a poucas centenas de unidades ao ano. Em 2025, foram vendidos no País somente 368 caminhões movidos a bateria, 23% a menos do que no ano anterior.

De janeiro a maio de 2026, o quadro não se alterou. Os 150 caminhões elétricos emplacados apenas repetiram o fraco desempenho de igual período de 2025.

Ainda assim, apesar da iniciativa de montagem local de um ou outro fabricante, a quase totalidade foi trazida de outros mercados, da China em particular.

Não sem motivo. O país asiático é maior polo produtor e mercado globais da tecnologia, protagonismo que tende ser ainda maior nos próximos anos.

 

Isso, pelo menos, é o que sinaliza o governo chinês, que acaba de divulgar plano para ampliar a fatia de caminhões pesados de novas energias.

A ideia é que, até 2030, a participação dos modelos de 12 toneladas ou mais atinja algo ao redor de 40% das vendas, uma frota superior a 1,6 milhão de unidades.

De qualquer modo, as vendas desses produtos já estão em ritmo acelerado há algum tempo.

Nos últimos cinco anos, passaram de menos de 1% para 29%, mas com aplicações predominantemente no transporte de curtas distâncias e quase sempre em ambientes fechados, áreas restritas.

LEIA MAIS

→ Com vans e caminhões elétricos, Farizon deflagra início da operação comercial

Volvo eleva o patamar de autonomia de caminhão elétrico para 700 km

Isso porque o transporte em longas distâncias ainda enfrenta desafios diversos, especialmente a densidade de energia das baterias e — mesmo na China —  infraestrutura de recarga que não é segue não sendo a ideal para evitar longas paradas de veículos dedicados a movimentar a economia.

Para contornar essas limitações, o setor discute e desenvolve recurso, equipamentos e soluções técnicas. Um deles é o carregamento superrápido, com equipamentos no nível de megawatts e que deverão demandar no máximo 20 minutos para o carregamento total.

Esse intervalo de tempo não é aleatório. Os 20 minutos correspodem exatamente ao tempo obrigatório de descanso exigido dos motoristas após quatro horas de deslocamento contínuo .

Outra medida é a oferta mais significativa de pontos de troca de baterias nas principais estradas e em pontos estratégicos. Em vez de esperar o carregamento da bateria, o motorista apenas se desloca para um desses e deixa a bateria utilizada até ali  em troca de uma totalmente carregada.

De outra parte, o governo chinês também está se comprometendo a fornecer segurança energética, incentivos financeiros e preços preferenciais de eletricidade para os caminhões elétricos.


Foto: Divulgação

Compartilhar
Publicado por
Redação AutoIndústria

Notícias recentes

Renault habilita quatro modelos no Move Brasil – Táxi & App

Com Kwid, Kardian, Duster e Boreal, preços contemplados no programa vão de R$ 60,6 mil…

% dias atrás

ETM renova frota com 36 ônibus Marcopolo Paradiso G8 DD

Transporte rodoviário de passageiros

% dias atrás

Farizon destaca as vans elétricas e o pós-venda na Future Mobility

Marca da Geely aposta em test-drives do V6E e SuperVan, além de apresentar oficina móvel…

% dias atrás

Financiamento de veículos: melhor maio desde 2011.

Foram 630,1 mil transações entre leves, pesados e motos, com alta de 4,6% na comparação…

% dias atrás

Elétricos avançam sobre hatches pequenos. E mais vem por aí.

Tecnologia já responde por 25% dos licenciamentos no segundo maior segmento do mercado interno

% dias atrás

Hyundai i20 é um crossover, mas que não chega a ser raiz

Modelo chega para ocupar lugar entre o hatch HB20 e o SUV Creta; primeiras impressões…

% dias atrás