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Polaris desiste da Indian no Brasil

Produção das motos em Manaus já havia sido interrompida no ano passado

Por Redação | autoindustria@autoindustria.com.br

Menos de três anos de sua chegada ao Brasil e somente sete meses depois de anunciar a interrupção da produção local, a Indian Motorcycle encerrou suas atividades no Brasil. A Polaris, proprietária da centenária marca estadunidense desde 2011, emitiu nota nesta segunda-feira, 25, informando a decisão ao mercado e consumidores.

As alegações são as mesmas utilizadas para a paralisação da produção em Manaus (AM), dentro do complexo industrial da Dafra: queda do mercado interno, crise econômica e consequente falta de rentabilidade da operação, aberta em meados de 2015.

Concebida para produzir até 800 motocicletas por ano, a unidade industrial montou esse número em um ano e meio, até abril de 2017, seis meses antes de a Polaris admitir a paralisação e revelar que só voltaria a fabricar no País caso o mercado demandasse novamente volumes que justificassem o religamento das máquinas. Em 2017 foram montadas somente 112 unidades.

As vendas no atacado ficaram em cerca de 700 unidades até o fim do ano passado, aponta levantamento da Abraciclo, a associação dos fabricantes de motocicletas. Desde então, porém, o site da entidade não registrou novos negócios entre a fábrica e a diminuta rede de cinco concessionárias localizadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Goiania e Florianópolis.

O desligamento desses representantes se dará oficialmente em cerca de quatro meses, mas a Polaris assegura que garantirá toda a assistência aos clientes. “Nosso compromisso é de total suporte à rede de concessionárias e aos clientes da Indian Motorcycle nessa transição”, afirmou em nota oficial Paulo Brancaglion, diretor geral da Polaris Brasil, que seguirá atuando no mercado brasileiro com quadriciclos e UTV’s.

A empresa afirma que dará continuidade aos serviços de pós-vendas, à oferta de peças de reposição, garantia e manutenção das motocicletas Indian em parte da rede Polaris e em oficinas que serão credenciadas.

Leia mais

→Indian aguarda mercado para retomar produção

→Abraciclo projeta alta de 5,9% na produção de motos este ano

→Produção de motos segue em ritmo positivo

O site da Indian no Brasil, porém, seguia no ar sem qualquer alerta até a manhã desta terça-feira, 26, oferecendo  normalmente sete modelos de motos 2017 e 2018, além de acessórios, roupas e serviços. A Polaris, contudo, abriu canal de comunicação aos interessados por mais informações pelo  telefone (11) 3336-5482 ou email contatobrasil@indianmotorcycle.com .

A Indian chegou ao Brasil, pelo menos no discurso, candidatando-se a competir diretamente com o Harley-Davidson, sua mais tradicional concorrente nos Estados Unidos, especialmente nos segmentos de mercado mais caros. Tanto que seu modelo mais em conta e mais vendido, a Scout, tinha preços a partir de R$ 47 mil. Vendeu perto de 400 unidades apenas em pouco mais de dois anos.

Em 2017 as vendas totais da Indian registradas pela Abraciclo limitaram-se a 126 motos no atacado. Para efeito de comparação: a Harley-Davidson negociou  5,1 mil motocicletas no mesmo período.


Fotos: Divulgação/Indian

 

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George Guimarães

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