Indústria

Exportação de autopeças para a Argentina cai 15,3%

Resultado negativo de julho sobre junho amplia o déficit comercial do setor no ano para mais de US$ 4 bilhões.

Por Alzira Rodrigues | alzira@autoindustria.com.br

Apesar dos esforços das autopeças brasileiras no sentido de ampliar negócios no exterior, as exportações do setor caíram 13,1% em julho com relação a junho, ampliando o déficit comercial do ano para mais de US$ 4 bilhões. A queda nas vendas externas, em parte, reflete a crise na Argentina, que registra desaceleração nas vendas de veículos.

Em julho, foram embarcados para o país vizinho total de US$ 172,3 milhões em autopeças, 15,3% a menos do que os US$ 203,3 milhões de junho. A Argentina segue sendo o primeiro mercado comprador de autopeças brasileiras, com participação de 31% nas exportações totais do setor.

Também houve queda nas vendas para o segundo maior comprador, os Estados Unidos, cuja participação é de 13,8%. Os embarques para aquele mercado atingiram US$ 76,6 milhões em julho, queda de 22% sobre os US$ 98,2 bilhões de junho.

Já os negócios de autopeças dos Estados Unidos para o Brasil cresceram 22,8% no mesmo comparativo – US$ 166,1 milhões contra US$ 120 milhões. O país que mais exporta peças para cá é a China, que ampliou os negócios de junho para julho em 35,8%, com total de US$ 189 milhões vendidos no mês passado.

De acordo com levantamento divulgado pelo Sindipeças sobre a balança comercial dos primeiros sete meses, as vendas externas totais do setor em julho ficaram em US$ 554,7 milhões, ante os US$ 638,3 milhões de junho. Já as importações no mesmo comparativo cresceram 11,4%, passando de US$ 1,08 bilhão para US$ 1,2 bilhão.

No acumulado do ano as exportações ainda registram alta, de 9,3%, com embarques de US$ 4,42 bilhões este ano contra os US$ 4,04 bilhões do período janeiro a julho de 2017. As importações, no entanto, cresceram em índice maior, de 17,9 bilhões, atingindo, respectivamente, US$ 8,43 bilhões e US$ 7,15 bilhões.

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Déficit das autopeças cresce 21,7% no ano

O resultado é o déficit de US$ 4,01 bilhões ante o resultado negativo de US$ 3,10 bilhões nos primeiros sete meses do ano passado. Desde o início do ano o índice de alta das exportações vem caindo, enquanto o das importações registra alta.


 

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