Indústria

Exportação de veículos para a Argentina cai 48,6%

Aumento dos embarques para México, Colômbia e Paraguai não compensam retração das vendas para o país vizinho e setor registra queda de 41,9% no bimestre

As exportações de veículos para a Argentina continua em queda livre. No acumulado do primeiro bimestre foram embarcadas para o país vizinho apenas 44 mil unidades, o que representou decréscimo de 48,6% sobre os 84 mil do mesmo período do ano passado.

O reflexo dos problemas na Argentina, ainda o principal mercado dos veículos brasileiros, é uma forte desaceleração nas vendas externas do setor. Conforme balanço divulgado nesta segunda-feira, 11, pela Anfavea, as exportações brasileiras diminuíram 41,9% no bimestre, com 65,5 mil unidades este ano contra as 112,7 mil do ano passado.

A queda nas exportações do bimestre só não foi maior porque houve crescimento das vendas para o México, Colômbia e Paraguai, de 20%, 18% e 46,6%, respectivamente. Foram embarcados 9 mil veículos para o México no bimestre, 4,6 mil para a Colômbia e 2,2 mil para o Paraguai. Assim como a Argentina, também Chile e Peru reduziram suas compras, respetivamente de 7,2 mil unidades pra 4,8 mil e de 3 mil para 1,9 mil.

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Especificamente em fevereiro, 40,5 mil unidades deixaram as fronteiras brasileiras, resultado 38,9% inferior ao do mesmo mês de 2018. Com relação a janeiro, quando foram exportados 25 mil veículos, houve aumento de 61,8%, mas tradicionalmente o segundo mês de cada ano é melhor do que o primeiro.

Com relação ao México, acordo bilateral fechado em 2015 prevê que a partir da próxima terça-feira, 19, as relações entre os dois países seria de livre comércio. Seria suspenso, assim, sistema de cota atualmente em vigor que determina um máximo de R$ 1,7 bilhão por ano de vendas sem pagamento de Imposto Importação.

A Anfavea diz ser a favor do livre comércio, mas acha que deveria haver um período de transição. “Ainda há um gap de competitividade entre Brasil e México e, por isso, defendemos manter um sistema de cota expandida. A regra de origem, referente ao conteúdo local dos produtos, deveria ter sido discutida no ano passado e isso não ocorreu. A princípio teria de passar de 35% par 40% e para o México vai ser difícil alcançar esse índice”.


Foto: Divulgação/VW

 

 

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Alzira Rodrigues

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