Mercado

Falta de implementos impede expansão maior do mercado de caminhões

Ao revelar alta de 45,7% nas vendas do trimestre, Fenabrave diz que pedidos de pesados estão sendo postergados

As vendas de veículos pesados continuam em ritmo mais acelerado do que as dos leves. Enquanto o mercado de automóveis e comerciais leves registra evolução de 10% no trimestre, o de caminhões tem alta de 45,7% e o de ônibus de expressivos 71,4%, conforme dados divulvados nesta quarta-feira, 3, pela Fenabrave.

No trimestre foram emplacados 580 mil veículos leves, 21,4 mil caminhões e 6,2 mil ônibus. No total são 607,6 mil veículos licenciados, volume 11,4% superior ao registrado nos primeiros três meses de 2018, quando as vendas totalizaram 545,5 mil unidades.

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Em março, as vendas de automóveis e comerciais leves mantiveram-se praticamente estáveis em relação ao mesmo mês do ano passado, com 199,5 mil licenciamentos, enquanto as de caminhões cresceram 27,8%, para 7.628 unidades, e as de ônibus tiveram alta de 49,7%, para 2 mil unidades.

No caso dos caminhões, a Fenabrave avalia que o crescimento só não é maior porque a indústria de implementos não está operando em capacidade plena. “Tem pedido de caminhão pesado sendo postergado”, diz Sérgio Zonta, diretor da Fenabrave responsável pela área de pesados. Segundo ele, a retomada na indústria de pesados é sempre mais lenta do que na de leves e os implementadores estão tendo mais dificuldades do que os fabricantes de caminhões para acelerar a produção.

Sem contar que houve fechamento de implementadores – a tradicional fabricante Guerra, por exemplo, é uma das que suspenderam operações -, o oue gerou menor capacidade produtiva no setor.

“As implementadoras não estão com capacidade plena de atendimento. O frotista está alinhando o cronograma de entrega dos implementos às suas compras de caminhões, pois não adianta ter o caminhão sem o equipamento”, explica Zonta.

De qualquer forma, a própria Fenabrave admite que haverá uma aceleração acima do previsto na oferta de implementos este ano. Ante projeção inicial de crescimento de 8,8% nas vendas de reboques e semirreboques, aposta agora em alta de 17,1%, o que significará total de 52,3 mil unidades em 2019 ante as 44,7 mil de 2018.

Em contrapartida, manteve as projeções de expansão para o mercado de caminhões, da ordem de 15,4%, para 88,2 mil unidades, e para o segmento de automóveis e comerciais leves – alta de 11%, para 2,74 milhões de unidades. Já o mercado de ônibus, segundo a Fenabrave, deverá crescer mais do que o projetado pela entidade no início do ano. O índice projetado passou de 17,9% para 20,2%, o que sinaliza venda de 22,6 mil ônibus este ano. O programa Caminho da Escola tem contribuído para o excelente desempenho do segmento.

O presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr., mostra confiança quanto à continuidade do crescimento do setor como um todo, o que  atribui principalmente à queda do índice de inadimplência, que hoje está em apenas 3,2% para pessoas físicas, e maior disponibilidade de crédito no mercado. “No segmento de veículos leves, para cada dez  propostas, 6,7 são aprovadas atualmente. Há pouco tempo essa proporção era de dez para 6,2”.

 


Foto: Divulgação/Scania

 

 

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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