Na sua avaliação, a estabilidade das vendas em maio reflete a frustração da população, causada pela demora na aprovação das reformas

Ao divulgar o balanço do mercado de veículos usados nesta terça-feira, 4, o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, voltou a manifestar preocupação com a falta de confiança do consumidor e os consequentes reflexos dessa situação no setor.
“O medo do desemprego, associado à falta de perspectiva de curto prazo na retomada da economia, mantém o consumidor retraído para compra”, declarou Alarico Jr. ao informar que as vendas de veículos usados cresceram apenas 1,7% no acumulado deste ano, atingindo 5,76 milhões de unidades até maio, antes as 5,66 milhões dos primeiros cinco meses de 2018.
Na véspera, no comunidado da Fenabrave sobre o mercado de veículos 0 km, o dirigente da entidade já havia manifestado insatisfação com o momento atual, ao declarar que a estabilidade das vendas em maio é o reflexo da frustração da população, causada pela demora na aprovação das reformas, “o que resulta na queda das expectativas, tanto do consumidor, quanto do empresário”.
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Considerando todos os segmentos representados pela Fenabrave – automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros veículos – os números de maio, que teve mais dias úteis do que abril, indicam estagnação do mercado de veículos novos, visto que no comparativo mensal houve alta inexpressiva de 0,78%. E no acumulado do ano são as vendas diretas que estão sustentando a expansão das vendas de 0 km.
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No caso dos veículos usados, as vendas somaram 1.276.109 unidades em maio, o que representou evolução de 8,7% sobre o total de 1.173.930 comercializado em abril e de 4,6% em relação ao mesmo mês de 2018. No segmento de automóveis e comerciais leves, as transações somaram 958,7 mil unidades no mês passado, 8,9% acima dos 880,3 mil transacionados em abril. Com relação ao mesmo mês do ano passado, o acréscimo foid de 4,2% .
Do mercado total de automóveis e comerciais leves, os modelos usados com até 3 anos de fabricação representaram 12% em maio e 10,9% no acumulado do ano.
Foto: Divulgação/Fenabrave
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