Indústria

Receita das autopeças evolui 7,6% até abril

Comparação do faturamento em doze meses vem desacelerando desde junho do ano passado

Balanço do primeiro quadrimestre publicado no site do Sindipeças nesta quinta-feira, 13, indica que no acumulado do ano o faturamento do setor teve expansão de 7,6% frente aos primeiros quatro meses de 2018. Considerando o comparativo dos últimos 12 meses com igual período anterior a alta é de 11,6%.

Apesar dos números positivos, o setor registra declínio frente aos resultados observados até março, visto que no primeiro trimestre a expansão foi de 8% em relação aos primeiros três meses de 2018.

“Cabe notar que desde junho do ano passado, logo após a greve dos caminhoneiros, a comparação do faturamento em doze meses vem desacelerando. As taxas seguem positivas, mas em intensidade menor”, destaca o Sindipeças no relatório da última pesquisa conjuntural do setor.

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Em abril com relação a março, o faturamento da indústria de autopeças cresceu 5,7%, com desempenho positivo nos negócios com as montadoras, que expandiram-se em 10%, e também nas exportações em reais, com alta de 1,7%. Já as transações voltadas ao mercado de reposição caíram 5,4% e as vendas intrassetoriais recuaram 4,4%.

Em relação a abril de 2018, a receita avançou 6,7%, com ênfase para as operações entre empresas da cadeia automotiva, que cresceram 24,6%, As vendas para as montadoras evoluíram 8,5% e as exportação em reais ampliaram-se em 3,6%, beneficiadas pela forte desvalorização da moeda nacional no comparativo de 12 meses.

Outro aspecto relevante destacado pelo Sindipeças são as variações negativas para as exportações em dólares com respeito a essas duas bases de comparação: menos 12,4% no ano e menos 2% nos últimos doze meses.

A utilização da capacidade subiu 1 ponto porcentual em abril, alcançando 70%. Desde janeiro, a ociosidade da indústria de autopeças vem se mantendo ao redor de 30%, o que se mostra condizente com a lenta recuperação da atividade econômica.


Foto: Divulgação/Automec 2019

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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