Lucro líquido da montadora recuou 95% no primeiro trimestre do atual ano fiscal

O remédio será mais amargo do que se imaginava. Hiroto Saikawa, CEO da Nissan, anunciou que, dentre as medidas de plana para recuperar a rentabilidade, a montadora cortará 12,5 mil postos de trabalhos em todo o mundo até 2023.
O número de vagas eliminadas equivalerá a 9% do atual quadro mundial da montadora, da ordem de 139 mil trabalhadores. A dura decisão foi revelada na sede da montadora no Japão nesta quinta-feira(25), durante balanço do último trimestre. “Os resultados foram realmente mais negativos do que esperávamos”, disse o principal executivo da fabricante.
Saikawa revelou que cerca de 6,4 mil cortes já estão em andamento em oito locais e devem ser concluídos até 31 de março de 2020, fim do atual ano fiscal. São 1,4 mil vagas nos Estados Unidos, 1 mil no México, 830 na Indonésia, 1,7 mil na Índia, 470 na Espanha e 90 empregos no Reino Unido.
Sem indicar quais, a montadora admitiu que outras seis operações serão afetadas pelas demais 6,1 mil vagas que serão suprimidas até 2023. Em especial as que concentram fábricas que estão trabalhando abaixo da capacidade, produzir veículos pequenos, de menor rentabilidade portanto, e modelos da marca Datsun.
A meta da empresa é reduzir sua capacidade produtiva global para 6,6 milhões de veículos por ano, contra as atuais 7,2 milhões de unidades, diminuindo consequentemente a ociosidade. A empresa espera negociar cerca de 6 milhões de veículos em 2019, ante 5,5 milhões no ano passado.
O lucro operacional da Nissan caiu para US$ 14,8 milhões no primeiro trimestre fiscal encerrado em 30 de junho. A margem de lucro operacional encolheu para 0,1%, contra 4% no ano anterior. O lucro líquido recuou nada menos do que 95%, para US$ 59,3 milhões no período.
A receita recuou 13% e ficou em US$ 21,97 bilhões, apurados com a venda de 1,23 milhão de veículos em todo o mundo, queda de 6% na mesma comparação.
Foto: Divulgação/Nissan
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