Montadora, entretanto, não informa prazos para os embarques e terá que cumprir índices mínimos de conteúdo local

A BYD assegura tem acertado um programa de exportação de 100 mil veículos produzidos na Bahia. Metade seguirá para a Argentina e a outra metade para o México.
A informação foi revelada por Stella Li, CEO para as Américas e Europa, durante apresentação, na sexta-feira, 13, do projeto de construção de centro de pesquisa, desenvolvimento e testes da empresa no Rio de Janeiro.
Mais do que o volume, digno das montadoras que mais exportam a partir do Brasil, como Volkswagen e Stellantis, a notícia chama a atenção pela não diviulgação de aspectos importantes, como o prazo para o início dos embarques ou ao longo de quanto tempo serão feitas remessas para se chegar ao número de 100 mil.
E até mais importante: para exportar veículos, a BYD precisa, necessariamente, fazer com que seus veículos disponham de determinados índices de conteúdo local estipulados em acordos com os países de detino.
No caso da Argentina, o mínimo seria de 35% dentro de cota para veículos premium ou de novas tecnologias. Para o México, a participação é a partir de 40%, de acordo com o ACE 55, Acordo de Complementação Econômica, firmado com o Mercosul em 2003.
Procurada por AutoIndústria, a operação brasileira da BYD apenas confirmou a informação da CEO, sem acrescentar qualquer outro detalhe ou esclarecimento.
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Projeto de R$ 5,5 bilhões, a fábrica baiana segue em obras para chegar à capacidade produtiva de 300 mil veículos ao ano e, posteriormente, a 600 mil. Na atual primeira etapa das instalações, pode montar 150 mil unidades dos modelos elétricos e híbridos Dolphin Mini, BYD King e Song Pro.
Os prazos para atingir os patamares de 300 mil e 600 mil veículos tsmbém não foram revelados ainda. De qualquer modo, a montadora diz que quer estar entre as três maiores marcas do Brasil até 2028 e assumir a liderança em 2030.
Segundo turno e mão de obra
Na semana passada, a própria Stella Li anunciou, pessoalmente ao Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a contratação de 3 mil funcionários para dobrar o atual quadro de colaboradores.
Nesta segunda-feira, 16, a planta iniciou o segundo turno de produção, com 800 novos trabalhadores. Os funcionários da planta agora atuam das 6h até 15h30 e das 15h30 até 0h37 em regime de 42 horas semanais, de segunda a sexta-feira.
Foto: Divulgação
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