Com índice de devolução de 10%, exportações cresceriam e setor automotivo arrecadaria R$ 8,4 bilhões a mais de impostos

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O sócio da consultoria AT Kearney, Mark Essle, defendeu nesta segunda-feira, 19, a necessidade de o governo retomar o Reintegra para acelerar as exportações do setor automotivo. O executivo participou do Automotive Business Workshop Planejamento Automotivo 2020, #ABPLAN2020, realizado no WTC Events Center, na capital paulista.
Essle revelou na ocasião que a AT Kearney está aprofundando estudo sobre os benefícios do programa para mostrar às autoridades da área econômica que é possível arrecadar mais impostos a partir de estímulos à exportações. O detalhamento do estudo estará concluído em dois a três meses.
“Fizemos uma panorâmica geral sobre os benefícios do Reintegra e agora estamos passando um pente fino em todos os pontos”, explicou Essle em palestra sobre O Caminho para o Brasil Acelerar Exportações.
O setor automotivo, por meio da Anfavea, está pleiteando ao governo o estabelecimento de um índice de 10% para a devolução do resíduo tributário nas exportações. Pela regulamentação do Reintegra, esse porcentual pode chegar a até 5%, mas atualmente limita-se a insignificante 0,1%.
“O Reintegra está na geladeira”, resumiu o executivo. “É preciso mostrar ao governo que esse programa não representa renúncia fiscal, mas sim a perspectiva de aumento de arrecadação de impostos.
O estudo da AT Kearney indica que a indústria automobilística brasileira poderia ampliar suas exportações em 1 milhão de unidades se conseguisse zerar o gap de competividade de 18% que tem hoje em relação a países como o México.
“Se tivéssemos um Reintegra com alíquota de 10%, poderíamos ampliar as exportações e adicionar perto de R$ 8,4 bilhões em impostos. Com o aumento da produção, geraríamos 120 mil novos empregos na cadeia, com perspectiva de movimentar a economia como um todo”, destacou Essle.
O sócio da AT Kearney conclamou todos os presentes no auditório do WTC Events Center a se engajarem na luta pela volta do Reintegra. “Se fizermos um esforço setorial, se conseguirmos mostrar ao governo os benefícios do programa, daremos uma injeção de ânimo no setor. Uma alíquota de 10% propiciaria uma reação de curto prazo, com resultados já dentro de dois a três anos”.
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