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Nissan e UFSC testam reutilização de baterias usadas do Leaf

Equipamento de segunda vida está sendo utilizado para armazenar energia de postes de luz solar

Quando o assunto é carro elétrico, inevitavelmente surge a questão do que fazer com as baterias dos veículos após terem completado seu ciclo de vida útil, estimado em cerca de oito anos.

A Nissan, uma das montadoras que tem investido fortemente em ações nessa área, anunciou nesta quinta-feira, 3, que está desenvolvendo testes, em conjunto com a UFSC, Universidade Federal de Santa Catarina, sobre o uso de baterias de segunda vida do Leaf para armazenar energia de postes de luz equipados com painel solar fotovoltaico.

O projeto, segundo a montadora, é resultado do memorando de entendimento assinado com a universidade em 2018, que tem como objetivo estudar soluções futuras para as baterias usadas de carros elétricos. O primeiro fruto da parceria é o início do uso das baterias do Leaf em cinco postes de luz solar que iluminam parte do pátio do laboratório de Fotovoltaica da UFSC – o Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar -, em Florianópolis, SC. Eles são alimentados por uma combinação de painéis solares no topo e baterias do veículo elétrico na base.

“O compromisso da Nissan vai além de comercializar o veículo 100% elétrico mais vendido do mundo, o Leaf”, destaca Marco Silva, presidente da Nissan do Brasil. “Localmente, temos o objetivo de incentivar as pesquisas e desenvolver o ciclo completo de vida do carro elétrico. Nesse sentido, a parceria com a UFSC busca criar novos tipos de uso para as baterias e pode, inclusive, gerar soluções de iluminação limpa para áreas urbanas ou mesmo regiões remotas do País que não são atendidas pela rede tradicional de energia elétrica”.

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Para este novo estudo, a Nissan cedeu para a universidade três novos conjuntos de baterias da primeira geração do Leaf, que se somam aos outros seis cedidos anteriormente. Cada conjunto conta com 48 baterias.

“Estes postes funcionam de maneira 100% independente do sistema de energia elétrica principal, não necessitando de cabos ou tomadas, sendo totalmente alimentados pela energia do sol”, explica o professor Ricardo Rüther, que coordena o Laboratório de Fotovoltaica da UFSC. “O estudo reforça as diversas possibilidades de aplicação das baterias elétricas de segunda vida e une três pilares de nossas pesquisas, que são a mobilidade elétrica, a energia solar e o armazenamento de energia”.

A Nissan lembra que a tecnologia de armazenamento de energia nas baterias do Leaf já foi usada para iluminar parte do estande da fabricante japonesa no Salão do Automóvel de São Paulo, no fim de 2018, e em outros eventos da marca.

A fabricante japonesa começou a vender o novo Nissan Leaf EAF no Brasil em julho deste ano, em sete concessionárias de cinco estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo) mais o Distrito Federal. O modelo atualmente é comercializado em 50 países e já soma mais de 400 mil unidades vendidas no mundo.


Foto: Divulgação/Nissan

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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