O preço de R$ 195 mil foi a maior surpresa do lançamento oficial do Nissan Leaf no mercado brasileiro nesta quinta-feira (18). E desagradável. Acima do que muitos imaginavam. Desde o anúncio de sua importação e apresentação no último Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro, a montadora vinha divulgando R$ 178,4 mil como preço inicial do elétrico na fase de pré-venda.

Marco Silva, presidente da operação brasileira da Nissan, disse que o valor superior se deve à variação cambial e, em especial, à inclusão do kit de recarga, que inclui carregador de parede  caseiro — com serviço de instalação já incluído, cabo de recarga de emergência e adaptador para plugs.

Cerca de vinte consumidores, porém, pagaram o valor menor ao optarem pela compra antecipada sem mesmo andar do veículo e serão também os primeiros a receber, nos próximos dias, o hatch fabricado em Sunderland, na Inglaterra – ele também é produzido no Japão e Estados Unidos.

A Nissan conseguiu programar a produção de 200 unidades para o Brasil este ano. O elétrico, contudo, também foi lançado simultaneamente nesta quinta-feira na Argentina, Colômbia e Chile. Para rodar nas ruas sul-americanas, assegura a fabricante, o modelo recebeu várias modificações, as mais significativas nas suspensões.

Silva preferiu não arriscar uma projeção de vendas anuais no mercado brasileiro. Justificou que, num primeiro momento, a empresa vai analisar o real potencial de negócios do hatch que já soma mais de 400 mil unidades entregues em todo o mundo desde sua primeira geração, lançada em 2010.

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A princípio, pelo perfil do próprio produto, o Leaf será vendido em apenas sete das 170 concessionárias da marca. Todas nas capitais do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal.

Cidades de trânsito intenso, elas são consideradas pela Nissan como o ambiente mais favorável ao consumo dos veículos elétricos.

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Em sua segunda geração, o Leaf pode rodar, em média, 240 km com uma única carga em seu conjunto de baterias de 40 kWh. Elas movimentam o motor elétrico de 149 cv e 32,6 kgfm, que leva o hatch de zero a 100 km/h em 7,9 segundos.

Híbrido nacional –  A Nissan é uma das montadoras que mais apostam na evolução do mercado global de elétricos e híbridos.  A empresa calcula que, em 2030,  55% das vendas globais serão de produtos eletrificados e já tem programada a produção de 20 veículos  com a tecnologia que  chegarão a diversos mercados até 2022, quando espera estar vendendo 1 milhão de unidades por ano.

Até mesmo o Brasil dará sua contribuição, não só  nas vendas mas também com a produção de pelo um deles, admite Silva.

Para chegar lá, já desenvolve parceria com entidades  de pesquisa privadas e públicas para desenvolvimento de produtos e serviços do ecossistema da mobilidade elétrica.Um modelo híbrido é o primeiro passo e deve estar nas ruas em cerca de três anos. Muito provalvemente já com etanol.


Foto: Divulgação/Nissan