Indústria

Salão de Nova York é adiado para agosto

Agravamento do surto na Itália também pode prejudicar fornecimento mundial de autopeças

A epidemia do novo coronavirus segue fazendo estragos no circuito mundial dos salões automobilísticos. Depois do diamento da exposição de Pequim e do cancelamento da exposição de Genebra, que deveria ter sido realizada nas duas primeiras semanas deste mês, organizadores do Salão do Automóvel de Nova York  anunciam o adiamento do evento.

“Embora a decisão de mudar as datas do programa não tenha sido fácil, nossa principal prioridade permanece com a saúde e o bem-estar de todos os envolvidos”, afirmou em nota a Associação de Concessionárias de Automóveis da Grande Nova York, organizadora do salão.

A decisão foi anunciada nesta terça-feira (10), exatamente um mês antes da abertura das portas para o público, em 10 de abril. O evento agora está previsto  para acontecer de 28 de agosto a 6 de setembro.

O fechamento das fronteiras italianas a partir desta semana também alarmou a indústria. Fornecedores de componentes locais já alertam para o alto risco de desabastecimento nas próximas semanas, caso o governo italiano amplieo u mantenha as atuais restrições de deslocamentos de pessoas mesmo dentro do país.

Matteo Tiraboschi, vice-presidente executivo da Brembo, disse a publicações europeias que a produção da empresa na Lombardia, ainda não foi interrompida, mas está perto do limite:

“Se pensarmos em proibição do transporte de mercadorias e dos deslocamentos dos trabalhadores, isso significaria interromper a produção na Itália. As consequências para a indústria automobilística global seriam enormes, pois as peças produzidas no Norte da Itália são usadas por metade das montadoras do mundo”.

Na China, pesquisa realizada pela Universidade de Wuhan e pela Federação de Indústria e Comércio dno fim do mês passado com 573 empresas da província de Hubei, incluindo doze abricantes de veículos, indicou que 97% delas interromperam ou pararam parcialmente a produção devido ao surto de coronavírus. Quase 60% disseram que estariam em falência em três meses ou menos se as operações não fossem restauradas.

Fora de Hubei, epicentro da epidemia, o quadro é melhor: mais de 90% das cerca de três centenas de fornecedores de autopeças disseram ter retomado a produção, com 80% dos trabalhadores presentes, segundo a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis.

Montadoras e fornecedores de autopeças chineses exportaram cerca US$ 53 bilhões em componentes automotivos para os principais mercados mundiais em 2019. Sem uma rápida retomada da produção e do escoamento dela, muitas linhas de montagem de veículos em todo o mundo podem reduzir o ritmo de traballho ou mesmo interromper os trabalhados por dias ou semanas, como já ocorreu pontualmente na Coreia do Sul e algumas fábricas europeias já no mês passado.


Foto: Divulgação

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Publicado por
Redação AutoIndústria

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