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Meritor Brasil atinge aterro zero

O cavaco metálico, prinicipal resídio, é comprado pela Gerdau e vira vergalhões utilizados na construção civil

No contexto da política ambiental da corporação que busca continuamente as melhores práticas em seu sistema de gestão, a Meritor Brasil adere ao programa aterro zero. Com isso, passa a realizar o descarte de 100% de seus resíduos  de forma controlada, eliminando a disposição em aterros sanitários.

A fabricante de eixos e sistemas de drivetrain visa atender não só as legislações vigentes no País, mas também buscar ganho ambiental, como é o caso da adoção do certificado ISO – 14001 há 21 anos.

“Mais do que eliminar o próprio aterro, é imprescindível avaliar as possibilidades de retornar o resíduo na forma de matéria-prima e, assim, completar o ciclo da vida útil dos insumos”, explica Felipe Pereira, analista Ambiental da Meritor Brasil. “Hoje, aqui na América do Sul, temos mais de 15 tipos de resíduos com diferentes destinações”.

O executivo informa ainda que até o começo deste ano a empresa ainda tinha alguns resíduos com destinação em aterros pela falta de opções tecnológicas e adequadas para eliminá-los. A Meritor, então, buscou no mercado soluções práticas e sustentáveis. “Algumas empresas parceiras começaram a oferecer soluções de reciclagem de material não inerte e desde janeiro passado estamos destinando esses materiais para reciclagem energética, ou seja, passam a ser utilizados como fontes de energia em processos de alimentação de fornos”, destaca Pereira.

O analista ambiental explica que, por definição, os resíduos sólidos são subdivididos em perigosos e não perigosos, esses recicláveis, tais como papel, papelão, plástico e metal. Quantos perigosos, atualmente são tratados por processos certificados como coprocessamento para resíduos sem condição de reinserção e rerrefino no caso de óleos usados.

No caso da fábrica de Osasco, SP, o principal resíduo a a ser tratado é o cavaco metálico (raspas das peças, oriundas do processo de usinagem). Ele agora é comprado pela Gerdau e vira vergalhões utilizados na construção civil. Por ano, mais de 5 mil toneladas dess material são reinseridos na cadeia produtiva.


Foto: Divulgação/Meritor

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Redação AutoIndústria

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