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BorgWarner montará sistemas de baterias no Brasil

Operação começa no primeiro trimestre de 2023 com capacidade para 4 mil sistemas por ano

A BorgWarner coloca o Brasil em sua rede de produção global de sistemas de baterias ao encaminhar operação dedicada na unidade de Piracicaba (SP). Em fase final de preparação, as atividades começam no primeiro trimestre de 2023 para atender fabricantes de veículos comerciais. A Mercedes-Benz inaugura a lista de clientes, que receberá os sistemas para equipar o ônibus urbano elétrico eO500U, produzido em São Bernardo do Campo (SP).

A operação no interior de São Paulo será a quarta unidade de produção de sistemas de baterias da Akasol. A empresa, adquirida pela BorgWarner em 2021, opera duas fábricas na Alemanha e uma nos Estados Unidos. Para o início do processo no País, Piracicaba receberá as baterias da Alemanha e, aqui, concluirá a montagem do pacote com os módulos de gerenciamento de energia, de recarregamento e de junção entre todos os componentes.

A BorgWarner não revela o valor do investimento aplicado, tampouco quadro de funcionários dedicados. Mas adianta que a unidade nasce com capacidade para 4 mil sistemas de bateria por ano. “Cada ônibus recebe, em média, quatro packs de baterias, o que significa atender em torno de 1 mil veículos por ano”, conta Marcelo Rezende, diretor-geral de sistemas de baterias da BorgWarner para o Brasil.

Embora a maior parte dos componentes seja importada, Rezende lembra que para garantir financiamento via Finame, linha do BNDES para veículos comerciais, nacionalização de fração do sistema ocorreu, “em particular, peças mecânicas e cabos. É uma base de fornecedores inicial que evoluirá ao longo do tempo.”

Além da Mercedes-Benz como certa, o executivo adianta que mantém conversar com outros fabricantes. “O fornecimento de sistemas de baterias no País permite que planos de montadoras possam ser adiantados.”

Nas contas da BorgWarner, a expansão da eletrificação de veículo comerciais será rápida, não só nos mercados internacionais, mas também no Brasil. Até 2030, a empresa espera obter por volta de 45% da receita proveniente de sistemas de bateria. Somente esse ano, o faturamento na área registrou US% 2,9 bilhões, acima da meta de US$ 2,5 bilhões estimada para 2025. Para o mercado brasileiro, a companhia enxerga um crescimento do mercado de veículos comerciais eletrificado de 400% nos próximos cinco anos.

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Foto: BorgWarner/Divulgação

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Publicado por
Décio Costa

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