Anfavea enxerga sinais de arrefecimento nos mercados compradores, além de aumento da importação de outros países

As exportações de veículos encerraram o primeiro trimestre 3,9% acima dos embarques anotados um ano antes. No período, as remessas somaram 112,2 mil unidades ante 108 mil. Para o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, embora em alta, há sinais que preocupam a indústria.
“O cenário dos últimos três meses foi estabilização, com média diária de 1,9 mil unidades embarcadas. Mas além da queda nas vendas internas em alguns mercados importantes de nossas exportações, temos observado aumento das importações extrazona, sobretudo de asiáticos”, resumiu o dirigente durante apresentação dos resultados do setor automotivo na segunda-feira, 10.
Leite faz referência principalmente às quedas de 9% no mercado chileno e de 17% no colombiano no mês passado, pois as vendas na Argentina e no México cresceram 15% e 25%, respectivamente, embora ele ressalte que se deve a bases baixas de comparações.
“Exportação é um tema caro para o setor. Temos trabalhado com o governo para uma convergência regulatória e mecanismos para financiamento. Com o avanço das importações de outros países em nosso quintal corremos o risco de perder mercados. Depois será difícil retomarmos.”
Somente no mês passado, a indústria enviou para fora 44,6 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, volume que representou altas de 29,3% em relação a fevereiro (34,5 mil unidades) e de 14,8% sobre o mesmo mês do ano passado (38,9 mil).
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Foto: Volkswagen/Divulgação
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