Indústria

Frota mundial de elétricos deve chegar a 100 milhões de veículos até 2026

Estudo da BloombergNEF identifica vendas cumulativas de veículos elétricos leves e pesados de US$ 8,8 trilhões em 2030

A frota mundial de veículos elétricos deve superar 100 milhões de unidades até 2026, quase o quádruplo do número atual, estimado em 27 milhões. Até o fim da próxima década, 730 milhões automóveis movidos a exclusivamente a eletricidade devem estar rodando por todo o mundo.

As projeções decorrem da última pesquisa anual “Long-Term Electric Vehicle Outlook” (EVO) da BloombergNEF (BNEF), que destaca a aceleração da eletrificação em vários segmentos do transporte rodoviário, mesmo em economias emergentes como Índia, Tailândia e Indonésia.

O estudo identifica que as vendas cumulativas de veículos elétricos leves e pesados atingirão US$ 8,8 trilhões em 2030 e saltarão para US$ 57 trilhões exatos vinte anos depois, isso em um cenário que pressupõe que nenhuma nova política seja implementada.

“Veículos elétricos e baterias são agora parte central da política industrial de muitos países e a competição para atrair investimentos aumentará nos próximos anos”, afirma o relatório da empresa pesquisa.

Aleksandra O’Donovan, chefe de veículos elétricos da BNEF, entende que veículos a bateria são a rota mais eficiente, econômica e comercialmente disponível para descarbonizar totalmente o transporte rodoviário.

“Ainda assim, é necessário um impulso mais forte em áreas como caminhões pesados, infraestrutura de carregamento e fornecimento de matéria-prima” , diz a executiva, que conclama ações urgentes dos formuladores de políticas e da  própria indústria para que o transporte rodoviário atinja metas de emissões de longo prazo.

O relatório também inclui um Cenário Net Zero consistente com uma frota global capaz de emitir zero até meados do século. Ônibus e veículos de duas rodas estão caminhando mais rapidamente neste sentido, enquanto vans comerciais e carros de passageiros precisarão de apoio político adicional para permanecer no caminho certo. “Os caminhões pesados estão muito atrás da trajetória líquida zero e devem ser um foco prioritário para os formuladores de políticas.”

O estudo sugere, por exemplo, que os governos devem estabelecer requisitos e padrões para a reciclagem de baterias e continuar a apoiar a pesquisa em tecnologias de baterias de última geração, que reduzam a dependência de matérias-primas críticas. Também o desenvolvimento mais intenso de redes de carregamento públicas.


 

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Redação AutoIndústria

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