Medida afeta 500 trabalhadores das áreas de distribuição de peças de reposição e da produção de componentes remanufaturados

A Mercedes-Benz anunciou movimento de terceirização nas atividades da unidade de Campinas (SP), onde concentra central de distribuição de peças de reposição, pós-venda e produção de componentes remanufaturados. A medida afeta por volta de 500 trabalhadores.
De acordo com Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região, a empresa emitiu comunicado de encerramento das atividades na unidade em 22 de junho com o cronograma do processo, que deverá ocorrer entre dezembro de 2023 a dezembro de 2024.
As mudanças começam pela central de distribuição de peças que passará a ser operada por uma empresa de Itupeva (SP), transição que terá fim em março de 2024. As atividades de pós-venda e administrativas serão transferidas para a unidade de São Bernardo do Campo (SP) ao longo do primeiro semestre do ano que vem. Por sua vez, a remanufatura será terceirizada até o fim de 2024.
Ainda de acordo com o sindicato, os trabalhadores decidiram não aceitar as propostas de pacotes de demissão e se mobilizaram pela pressionar pela revogação da decisão da empresa e preservação dos empregos. Assembleias já ocorreram na segunda-feira, 26, terça-feira, 27, e uma rodada de negociação ocorreria na quarta-feira, 28.
Em nota, a Mercedes-Benz diz estar comprometida na busca de soluções que possam minimizar os impactos da decisão para os cerca de 500 colaboradores com início de negociações com o sindicato local, “a fim de construirmos alternativas e condições satisfatórias que nos levem ao melhor resultado possível para todas as partes envolvidas.”
A Mercedes-Benz ainda informa que as mudanças não prejudicarão o atendimento dos clientes de caminhões e ônibus.
Movimento semelhante ocorreu em setembro do ano passado, quando a fabricante decidiu terceirizar áreas da fábrica de São Bernardo do Campo (SP). Na ocasião, o acordo aprovado assegurou realocação e requalificação dos trabalhadores das áreas envolvidas, abertura de PDV e indenização que estabeleceu uma parte fixa equivalente a 12 salários, e outra variável, com um salário por ano trabalhado até o teto de 22.
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Foto: Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região
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