Indústria

O intercâmbio das autopeças entre Brasil e Argentina

Exportações crescem 15,8% e importações caem 12,3%

Enquanto as exportações de autopeças brasileiras para a Argentina registram crescimento de 15,8% este ano, com total de US$ 2,88 bilhões de janeiro a outubro ante os US$ 2,48 bilhões do mesmo período de 2022, o movimento contrário desacelerou.

Na mesma comparação, as compras no país vivinho caíram 12,3%, de US$ 858,7 milhões para US$ 752,7 milhões, conforme relatório da balança comercial publicado no site do Sindipeças esta semana.

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Primeira colocada no ranking dos principais mercados externos das autopeças brasileiras, a Argentina é apenas a 8ª no ranking das importações feitas pelo Brasil no segmento, atrás da China, Estados Unidos, Alemanha, Japão, México, Itália e Coreia do Sul.

Com relação às exportações, complementam o Top 5 os Estados Unidos, México Alemanha e Colômbia. As vendas para o mercado estadunidense cresceram 3,8%, para US$ 1,15 bilhão, e no caso do México a expansão foi de 21,8%, para US$ 757,2 milhões.

Também em alta as vendas para Alemanha e Colômbia. As exportações para esses dois países evoluíram 9,3% e 4,9% para, respectivamente, UR$ 520,7 milhões e US$ 257,3 milhões.

Já no sentido contrário, verifica-se queda nas importações provenientes da China, Alemanha e Japão. A queda é de 6,3% no caso da China e da Alemanha (com vendas para o Brasil, pela ordem, de US$ 2,5 bilhões e US$ 1,56 bilhão) e de 4,5% em se tratando do Japão, que embarcou US$ 1,35 bilhão em autopeças este ano, ante total de US$ 1,38 bilhão de janeiro a outubro de 2022.

As compras nos Estados Unidos estão praticamente estáveis, em torno de US$ 2 bilhões nos dois acumulados, enquanto o México ampliou as vendas de componentes automotivos para o Brasil em 3,2%, de US$ 1,14 bilhão para US$ 1,17 bilhão.

No cômputo total, as exportações de autopeças cresceram 11,8% até outubro, para US$ 7,7 bilhões, e as importaçoes caíram 3,9%, para US$ 16 bilhões. O saldo comercial ficou deficitário em US$ 8,3 bilhões no ano, com recuo de 15% sobre os dez primeiros meses de 2022.


Foto: Divulgação

 

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Alzira Rodrigues

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