Indústria

Produção de caminhões cresce 36,5% no 1º semestre

Ritmo das atividades até a primeira metade do ano se mantém alinhado com a projeção da Anfavea de somar 160 mil pesados em 2024

Resultados do segmento de caminhões ao fim do primeiro semestre apontam volta da normalidade após o impacto negativo nos números provocado pela entrada em vigor do Proconve P8 no início de 2023. Conforme balanço da Anfavea, nos seis primeiros meses do ano a produção de caminhões cresceu 36,5%, para perto de 64,4 mil unidades ante 47,1 mil produzidas um ano antes.

Somente em junho saíram das fábricas de pesados, 12,2 mil caminhões, volume que representou aumentos de 9,5% sobre a produção de maio (11,1 mil) e de expressivos 74,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando as linhas montaram pouco mais de 7 mil unidades.

“São crescimentos importantes, mas não podemos esquecer que no ano passado, o segmento passava por dificuldades nas linhas de produção pela baixa demanda do mercado por caminhões Euro 6”, lembrou Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea, durante apresentação do desempenho do setor automotivo na primeira metade do ano, na quinta-feira, 4.

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Para Márcio Querichelli, presidente da Iveco para a América Latina, presente na apresentação, o desempenho até o fim da primeira etapa do ano demonstra a retomada do segmento.

“A retração do ano passado já era esperada com a mudança da legislação, afinal, aumentou o preço do produto. Agora, se vê uma acomodação e fecha o primeiro semestre com equilíbrio entre custo, preço e frete.”

Na avaliação de Querichelli, o Brasil tem mais oportunidades que desafios para o segmento de pesados. Em um horizonte próximo, o executivo aponta os R$ 475 bilhões anunciados para o Plano Safra 2024/25 – valor recorde -, e o investimento trilhão previsto pelo PAC que pode alcançar R$ 1,7 trilhão. “O crescimento foi retomado e o potencial é de 200 mil caminhões, volume que almejamos como próximo patamar.”

Para chegar lá, no entanto, o presidente da Iveco entende indústria e governo devem andar de mãos dadas. “Programa de renovação de frota efetivo, taxas de juros menores e instrumentos que nos torne mais competitivos certamente contribuem. Reforma Tributária e Mover já são passos fundamentais.”

Seja como for, os resultados do primeiro semestre do segmento de veículos pesados seguem de acordo com que enxerga a Anfavea. A associação não alterou a estimativa de crescimento 32,1% na produção em 2024, para 160 mil unidades, das quais em torno 130 mil caminhões.


Foto: Mercedes-Benz/Divulgação

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Décio Costa

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