Produto

Audi apresenta nova versão topo do Q3 para “chamar” clientes

Marca vendeu 3,6% a menos no primeiro semestre

Atual quinta colocada na ranking de marcas de luxo no mercado brasileiro, com menos de 2,8 mil licenciamentos no primeiro semestre e recuo de 3,6% frente às vendas de igual período de 2023, a Audi se esforça para recuperar participação no segundo semestre.

A primeira ação prática no sentido de deixar de ser a única marca do segmento com declínio dos licenciamentos em 2024 atinge a família Q3, montada no Paraná e responsável por praticamente a metade de tudo que a Audi vende aqui.

E vem na forma de ampliação do portfólio com nova versão topo de linha batizada de Performance Black Plus, já disponível na rede de 42 concessionárias e preços a partir de R$ 358.990,00, para a carroceria SUV, e R$ 378.990,00, para a Sportback.

Na verdade, a marca lança mão de aprimoramentos estéticos, mais esportivos, e de acabamento para chamar a atenção e conquistar a preferência dos consumidores, hoje expostos a uma profusão de opções nessa faixa de preço e perfil de produto.

Os Q3 Black Plus ganharam detalhes na carroceria, como preto brilhante nos frisos decorativos, Audi Rings e nas inscrições do modelo, recursos já vistos em produtos de categoria superior da própria marca. Os para-choques têm agora pintura na região inferior na cor da carroceria, além dos arcos que realçam as rodas de 20 polegadas.

Internamente, os Q3 ganharam duas opções de cores para revestimento dos bancos em couro sintético com inscrições S Line, além de pacote de luzes internas customizáveis.

 

 

“Estamos lançando a nova versão topo de linha Performance Black Plus como uma sucessora da série especial Anniversary Edition, que foi limitada a cem unidades e se tornou um sucesso de vendas,” afirma Marcos Quaresma, gerente de Estratégia de Negócios da Audi.

Sob o capô, a conhecida e eficiente receita do motor de 2 litros de 231 cv combinado com a transmissão tiptronic de oito velocidades e que leva o Q3 da imobilidade aos 100 km/h em apenas 7 segundos e à velocidade máxima de 240 km/h.

A lista de itens de série é extensa e inclui controle de cruzeiro adaptativo, sistema stop & go, aviso de saída de faixa, teto solar panorâmico, painel de instrumentos digital de 10,25 polegadas, central multimídia de 8,8 polegadas, dentre outros recursos de segurança e conforto. Opcionalmente, são oferecidos faróis Full LED Matrix e sistema de som Sonos.

Segmento em ritmo mais lento

O ano não tem sido fácil para a Audi no mercado brasileiro, assim como também para outras marcas de luxo. Considerando ainda as vendas de BMW, Volvo, Mercedes-Benz, Porsche, o segmento registrou 21,1 mil licenciamentos no primeiro semestre, crescimento de 11,2% superior sobre os emplacamentos do mesmo período do ano passado, abaixo portanto dos 15,7% de crescimento do mercado de automóveis como um todo.

Com um cardápio bem mais amplo de produtos montados aqui, a líder BMW foi a única a avançar acima da média, 20,1%, ao concretizar a venda de mais de 7,6 mil veículos no semestre. Outra alemã, a Mercedes-Benz, também elevou o número de emplacamentos, de 3,1 mil para 3,5 mil na comparação anual, ou avanço de 13,5%, ainda assim abaixo da média.

Importante lembrar, contudo, que nos dois últimos anos a Mercedes havia amargado queda de participação. Ante 3,8 mil unidades que vendeu no primeiro semestre de 2021, comercializou menos de 3,1 mil em idêntico período tanto do ano passado como no de 2022.

A Volvo Car é hoje vice-líder no segmento de luxo, com 4,1 mil emplacamentos nos primeiros seis meses, mas somente com ligeira alta de 3,2%. A Porsche, quarta colocada, expandiu vendas em 14,1%, para 3 mil veículos.


Foto: Divulgação

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Redação AutoIndústria

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