Indústria

Estudo da Anfavea estima 50% de participação de eletrificados nas vendas a partir de 2030

Em cenário de intensificação de novas tecnologias e uso de biocombustível a redução de emissão de CO2 pode chegar a 280 milhões toneladas

Estudo inédito encabeçado pela Anfavea e a Boston Consulting Group intitulado “Avançando nos caminhos da descarbonização automotiva no Brasil” sinaliza que a partir de 2030 mais de 50% das vendas de veículos no País serão de híbridos e elétricos.

O levantamento é uma contribuição da Anfavea para a COP29, que será realizada em novembro no Azerbaijão, e entregue na quinta-feira, 9, em Brasília (DF) ao vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, durante apresentação do desempenho do setor automotivo.

“Esse é o resultado de 13 meses de produção, mais 5 mil pessoas ouvidas e interlocução com países, indústria, academia e consumidor”, contou Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea. “Confirma o potencial do Brasil em ser protagonista na descarbonização do planeta.”

Pelo estudo, atualmente o transporte é responsável pela emissão de 245 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera, o que representa 13% do total no Brasil. A continuar no ritmo atual, pode chegar a 256 milhões de toneladas em 2040.

Contudo, na hipótese de se intensificar a adoção de novas tecnologias de acionamentos mais limpos, bem como maior uso de biocombustível, o setor automotivo pode gerar uma redução de 280 milhões de toneladas na emissão de CO2 nos próximos 15 anos.

“A redução pode ser ainda maior, de 400 milhões de toneladas, com medidas complementares, como introdução de programa de renovação de frota, inspeção veicular, reciclagem e aumento do poder calorífico dos biocombustíveis”, lembrou o presidente da Anfavea

Segundo o dirigente da associação, o Brasil tem a oportunidade de combinar as novas tecnologias de propulsão e os biocombustíveis como vetores da descabonização. “Não podemos apenas ser uma cópia de outros países. Se ficarmos em único vetor, o da tecnologia da propulsão, continuaremos importando.”


Foto: Gerd altmann-Pixabay

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Décio Costa

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