Estudo da VDA mostra que outras 46 mil vagas foram eliminadas de 2019 a 2023

Zwickau and the Audi brand enjoy a long tradition: The Audi car plants were established here in 1909. The Volkswagen plant there has been converted to an all-electric plant and is now an integral part of the Group’s electric offensive. Back in November 2020, more than 200 Audi employees – mainly junior employees who have successfully completed their vocational training – were temporarily deployed to Volkswagen Saxony in Zwickau for a twelve-month stint. As part of a “human resources hub,” they will be given the opportunity to boost their skills and expertise in the pioneering field of electric mobility.
Apoderosa VDA, a entidade que representa boa parte da indústria da Alemanha, divulgou nesta terça-feira, 29, estudo alarmante para os trabalhadores do setor automotivo local. Dentre outros impactos, o levantamento aponta que a transformação da indústria automobilística poderá resultar na perda de 186 mil empregos até 2035.
Um parte relevante desses cortes, cerca de 46 mil, já teria ocorrido desde 2019 até o ano passado, especialmente em decorrência da transição para veículos elétricos. O saldo negativo é fruto da perda de 75 mil profissionais menos a contratação de 29 mil para novas áreas de atuação.
O estudo “Perspectivas de emprego na indústria automóvel”, conduzido pelo instituto de pesquisa Prognos e que avaliou o desenvolvimento de cerca de setecentas ocupações no setor, mostra que a redução do quadro da indústria alemã nos últimos anos e de mais 140 mil postos ao longo da próxima década guarda relação sobretudo com a perda de competitividade do país devido ao alto preço da eletricidade, às taxas de impostos e ao aumento da burocracia.
“A indústria automotiva está passando por um profundo processo de mudança. Novas condições de mercado devido ao crescimento mais forte em outras regiões do mundo, a transformação para a eletromobilidade, a digitalização e a incerteza econômica e política caracterizam a situação atual”, avalia a VDA.
A eletrificação demanda menos mão de obra para a produção de veículos. Além disso, informa a pesquisa, há mudanças significativas no perfil de empregos demandados. Dos dez maiores grupos ocupacionais da indústria automotiva, sete estão entre aqueles com as maiores perdas de empregos desde 2019. Áreas de engenharia mecânica e engenharia industrial, bem como de metalurgia perderam relevância.
Em contrapartida, cresceu a necessidade de profissionais de engenharia voltada ao automóvel em si, principalmente nos fabricantes, assim como de pesquisa e desenvolvimento técnico, ciências da computação, engenharia elétrica e no desenvolvimento de software. Por exemplo, o emprego em empregos de TI aumentou cerca de um quarto desde 2019 e até 85% desde 2013.
“A transformação da nossa indústria é uma tarefa gigantesca. Entre 2024 e 2028, montadoras e fornecedores investirão cerca de € 280 bilhões em todo o mundo em pesquisa e desenvolvimento, e mais € 130 bilhões na conversão das suas fábricas”, destaca, Hildegard Müller, presidente da VDA (foto).
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“Mas um coisa é certa: o nosso estudo mostra mais uma vez que a mudança para a eletromobilidade levará à perda de empregos. A redução do emprego não é uma expressão de uma crise, mas sim uma parte da transformação.”
A Alemanha é um país com os impostos mais elevados e eletricidade com custo até três vezes maior do quem em polos produtores como Estados Unidos e China, afirma o estudo.
“Mais recentemente, foi demonstrado que cada vez mais empresas (82%) estão adiando, realocando ou cancelando completamente os investimentos que tinham planejados para a Alemanha. Mais de uma em cada três empresas (37%) planeja transferir investimentos para o estrangeiro.”
Foto: Divulgação
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