Considerando cenário econômico/político e "feeling" de balcão, Arcelio Jr. estima alta de 5%, ante os 14% de 2024

Ao contrário do ano passado, quando estava mais otimista do que a Anfavea, a Fenabrave fez projeções para as vendas este ano ligeiramente mais modestas do que a entidade das montadoras, que estima para o mercado interno expansão de 5,6%.
Na avaliação da federação dos concessionários, o crescimento será de 5% na média do mercado de veículos leves e pesados, com idêntico índice no caso dos carros e comerciais leves, de 4,5% no segmento de caminhões e de 6% nos ônibus.
“Fomos conservadores em nossa projeções, que contemplam o cenário macroeconômico e também o feeling do balcão”, comentou Arcelio Junior, que assumiu a presidência da Fenabrave no último dia 1º.
Há um ano, a Fenabrave estimava alta de 13% nas vendas internas, número revisado para 16,8% em outubro. No caso da Anfavea, a projeção inicial era de 6,1%, índice que subiu para 10,9% em julho.
O balanço de 2024, divulgado nesta quarta-feira, 8, mostra que a entidade dos concessionários foi mais assertiva do que a da indústria. Foram vendidos 2.634.514 veículos em 2024, alta de 14,1% sobre 2023. No caso dos leves, o crescimento ficou em 14%, com 2.484.740 emplacamentos.
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Arcelio Jr atribui o desempenho positivo de 2024 à maior oferta de crédito – cuja expansão para a pessoa física no setor automotivo foi de 31% – e à constante diversificação de produtos em todos os segmentos do mercado nacional.
Com relação a este ano, a expectativa é de juros maiores já neste primeiro semestre é de uma ampliação menor na oferta de crédito, em torno de 14% no caso dos veículos leves. Ou seja, incertezas e variáveis da macroeconomia contribuem para uma projeção de uma evolução mais moderada do que o do ano passado.
“Itens como câmbio, renda, crédito e outros fatores conjunturais, de contexto econômico e político, influenciam nos negócios do setor, o que dificulta, neste momento, fazer prognósticos precisos para os próximos 12 meses”, avalia o presidente da Fenabrave.
Ele destacou, contudo, que a entidade revisa as projeções a cada trimestre, dependendo das condições do mercado, e do cenário macroeconômico e político, nacional e internacional.
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