Indústria

Abraciclo debate harmonização regulatória com Alckmin

A fim de exportar mais, entidade quer que governo brasileiro lidere movimento para alinhar normas ténicas na região

Com o objetivo de debater o fortalecimento da produção nacional de motocicletas e bicicletas, entre outros temas, a direção da Abraciclo se reuniu no final da tarde de quarta-feira, 15, com o vice-presidente da República e ministro do MDIC, Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

Localizada na Zona Franca de Manaus, a indústria de veículos duas rodas apresenta resultados positivos em todas as áreas atualmente, com exceção das vendas externas. A entidade havia promovido, na véspera, encontro com a imprensa para divulgar o balanço do ano passado.

LEIA MAIS

Abraciclo prevê venda recorde de motos em 2025 e alta de 7,5% na produção

Na ocasião, o presidente da Abraciclo, Marcos Bento, havia comentado que a indústria brasileira não consegue exportar para os países vizinhos, incluindo Argentina, porque esses mercados têm legislações ultrapassadas no que diz respeito à segurança e emissões.

Revelou, inclusive, que a entidade iria conversar com o governo brasileiro para que liderasse um movimento em prol de haver uma legislação simlilar para a produção e venda de motos na região.

O executivo diz que os fabricantes de Manaus exportam para mercados europeus, Estados Unidos e Austrália, mas não têm preços para concorrer na região por causa das tecnologias embarcadas em seus produtos: “A gente fala de injeção eletrônica e eles de moto carburada”, comentou.

Bento não deu entrevista após reunião com Alckmin, mas em material divulgado no Linkdin confirma que entre os temas em debate esteve a harmonização regulatória, um processo de alinhamento de regulamentos e normas técnicas entre diferentes paises ou regiões, com o objetivo de reduzir barreiras ao comércio e promover o desenvolvimento do mercado.

Entre outros temas da pauta, itens como descarbonização e infraestrutura logística da região amazônica, que em 2024 foi afetada por secas prolongadas que dificultaram a chegada de peças nas linhas de montagem.

As exportações do setor caíram 5,9% no ano passado, limitando-se a 31 mil unidades. Para este ano a expectativa é de alta de 13%, algo em torno de 35 mil embarques. Um número ainda tímido, segundo Bento, por conta da divergência de legislações na América do Sul.


Foto: Divulgação/Abraciclo

Compartilhar
Publicado por
Alzira Rodrigues

Notícias recentes

Brasil passa a quinto maior mercado mundial de veículos chineses

Embarques ultrapassaram 322 mil unidades no ano passado

% dias atrás

Em Sorocaba, Toyota inicia produção em série do Yaris Cross

Já em pré-venda, novo SUV compacto chega nas concessionárias em fevereiro

% dias atrás

Importações de autopeças atingem maior valor no pós-pandemia

Compras na China cresceram 15% e foram decisivas para o déficit de US$ 15 bilhões…

% dias atrás

Daimler começará a fabricar caminhão a célula de hidrogênio este ano

Cavalo-mecânico utiliza combustível líquido e pode rodar mais de 1 mil km com um único…

% dias atrás

Volvo registra recorde nas vendas de caminhões seminovos em 2025

Fabricante garante procedência e para veículos da marca oferece serviços de conectividade

% dias atrás

VWCO tem na Argentina o seu maior mercado fora do Brasil

No ano passado, a fabricante registrou crescimento de 12% nas vendas

% dias atrás