Empresas admitem que Honda preferia fazer da parceira uma subsidiária

Uma semana depois de a imprensa japonesa afirmar que o acordo de união da Nissan com a Honda não prosperaria, as duas fabricantes assumiram oficialmente nesta quinta-feira, 13, o fim das tratativas, que criaria, sob uma holding, a terceira maior montadora do mundo.
Por meio de nota oficial assinada em conjunto, as empresas afirmaram que, antes da decisão de não se unirem, movimento que incluiria também a Mitsubishi, controlada da Nissan, “as equipes de gestão de ambas as empresas […] consideraram o ambiente de mercado, os objetivos da integração e as estratégias e estruturas de gestão pós-integração”. O grupo de trabalho também teria avaliado diversas opções quanto à estrutura da integração.
O texto admite que “a Honda propôs alterar a estrutura do estabelecimento de uma holding conjunta, onde a Honda nomearia a maioria dos diretores e o CEO com base numa transferência conjunta de ações, conforme inicialmente descrito no memorando, para uma estrutura onde a Honda seria a empresa-mãe e a Nissan a subsidiária através de uma troca de ações”.
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Essa disposição de fazer da Nissan uma subsidiária, já apontavam analistas e a própria imprensa econômica japonesa, foi o principal motivo para o fracasso das negociações.
A nota oficial, contudo, encerra com a afirmação, sem mais esclarecimentos, de que Nissan e Honda pretendem colaborar “no âmbito de uma parceria estratégica que visa a era da inteligência e dos veículos eletrificados”.
Foto: Divulgação
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