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2025 – O Ano da tecnologia Híbrida Flex no Brasil

Em artigo exclusivo, Rafael Chang, CEO da Toyota para América Latina e Caribe, prevê mais empregos e renda, entre outros benefícios

Na busca por soluções que reduzam as emissões de gases de efeito estufa e mitiguem os impactos das mudanças climáticas, a transição das motorizações convencionais que utilizam combustíveis fósseis para opções menos poluentes é essencial.

Para atender essa necessidade e considerando as grandes diferenças de contextos entre os países, bem como distintas necessidades dos consumidores, a indústria automotiva vem desenvolvendo várias soluções tecnológicas.

Alternativas como veículos elétricos, híbridos, híbridos plug-in, célula de combustível e uso de combustíveis neutros têm sido experimentadas por uma ampla gama de usuários e para diferentes aplicações.

No Brasil e em alguns outros países, tecnologias automotivas combinadas ao uso de biocombustíveis, especialmente o etanol, vêm ganhando força como respostas realistas e imediatas para a descarbonização.

Com quase 50 anos de experiência no uso de biocombustíveis, o Brasil se estabeleceu como um exemplo global de mobilidade sustentável. Tudo começou com o Proálcool, em 1975, que contemplava usar o etanol como combustível em resposta à crise do petróleo.

Mas o seu uso só foi efetivamente consolidado em 2003 com o lançamento da tecnologia flex, que permitiu aos consumidores escolherem com segurança uma alternativa de menor impacto ambiental. E, mais recentemente, em 2019, uma inovadora solução brasileira elevou a indústria automotiva a um novo patamar: a tecnologia híbrida flex plena.

A tecnologia híbrida flex plena apresenta um diferencial único no mundo: uma disruptiva combinação entre tecnologia de eletrificação e o uso de biocombustíveis. Ela se destaca por ser muito prática, pois dispensa a recarga elétrica. Também é muito acessível, quando comparada a outras tecnologias ofertadas no mercado.

E, finalmente, por ser comprovadamente sustentável, já que a combinação da alta eficiência dos motores elétricos com uso de biocombustíveis diminui substancialmente as emissões de CO2, alcançando 70% de redução quando comparadas às de um veículo convencional abastecido a gasolina.

A tecnologia híbrida flex traz consigo diversas vantagens para o país em comparação com outras tecnologias de eletrificação. Em primeiro lugar, contempla a utilização de toda a infraestrutura do setor sucroalcooleiro e de distribuição de bicombustíveis já existente.

Além disso, gera mais empregos no setor de autopeças, pois permite a manutenção e o adensamento da cadeia produtiva local, com a nacionalização progressiva de componentes de tecnologia de ponta.

Por fim, tem maior probabilidade de manter linhas de produção no país que contemplem a integralidade dos processos produtivos da indústria, como estamparia, solda, pintura e montagem.

Em resumo, a produção de híbridos flex no país tem potencial para gerar maior crescimento do PIB, atividade econômica, produção local, empregos e renda, com substancial redução das emissões de CO2.

A ascensão da tecnologia híbrida flex no país, reflete a assimilação desse entendimento pela grande maioria dos atores da sociedade.

Com investimentos crescentes pelas montadoras aqui instaladas em produtos dotados dessa tecnologia, 2025 tende a ser o ano da consolidação do híbrido flex no Brasil, contribuindo para a sustentabilidade em todas as suas dimensões: ambiental, econômica e social. O meio ambiente e as futuras gerações de brasileiros agradecem.


Por Rafael Chang, CEO da Toyota para América Latina e Caribe


Foto: Divulgação/Toyota

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Redação AutoIndústria

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