Empresa

Lula na Stellantis: “Se me convidarem, estarei no Salão do Automóvel”.

Presidente visita fábrica de Betim e participa da inauguração de centro de P&D de tecnologia híbrido-flex

Em visita à fábrica antes da cerimônia de inauguração do centro de desenvolvimento de produtos com a tecnologia híbrido-flex no Polo Automotivo da Stellantis em Betim, MG, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva fez questão de percorrer a pé as instalações fabris e cumprimentar individualmente os trabalhadores que o prestigiaram na ocasião.

Deixou o discurso para o final do evento, que foi prestigiado pelo número 1 da Stellantis atualmente, o empresário John Elkann, que aproveitou a visita ao Brasil para exaltar o protagonismo do País na transição energética mundial por conta de sua matriz limpa e, em especial, do etanol.

LEIA MAIS

Na Stellantis em Betim, John Elkann exalta etanol e posição do Brasil no mundo

Salão do Automóvel, no Anhembi, volta em 2025 ao local tradicional

Lula disse estar orgulhoso de ouvir alguém como Elkann falar do País como ele falou, destacando a postura da empresa de estar sempre em contato com o governo, apoiando as ações em andamento em prol do desenvolvimento econômico e social do Brasil.

“Hoje é um dia feliz por alguns motivos”, comentou o presidente da República, citando a liberação de verba do BNDES para o centro de P&D da Stellantis, o anúncio de 1,5 mil contratações no País — com estabilidade e salários justos — e a relação harmoniosa da empresa com o governo.

Lula lembrou que quando deixou a presidência da República em 2010, o Brasil produzia 3,6 milhões de veículos, volume que caiu pela metade nos últimos 15 anos.

“Quando voltei, a situação estava tão feia que nem Salão do Automóvel tinha mais. Em reunião com executivos do setor, pedi a volta do evento, uma forma de mostrar crença no País e no crescimento automotivo. Se vocês me convidarem, estarei no salão para ver se os carros realmente melhoraram”, comentou o presidente em tom de provocação.

Ele disse ainda que quem viver até o ano que vem vai falar que a indústria automotiva brasileira voltou a crescer e voltou a ser exemplo mundial: “O Brasil não quer ser maior que ninguém, mas também não queremos ser menores. Queremos ser igual”.

Lula aproveitou a presença de dirigentes mundiais da Stellantis, fruto da união da FCA e PSA, para lembrar que em 1979, quando era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a região estava em greve, decidiu não comprar carros de montadoras lá instaladas e, por isso, optou por ter um Fiat 147,

“O carro foi comprado depois por um amigo e existe até hoje”, garantiu Lula.


 

Compartilhar
Publicado por
Alzira Rodrigues

Notícias recentes

Exportações de veículos acumulam queda de 20% até maio

Embarques para Argentina, o maior mercado, recuaram mais de 30% nos cinco primeiros meses

% dias atrás

Lula lança Move Brasil – Entregadores e Motoapp

O prazo de financiamento é de 48 meses, com dois de carência. Mulheres pagarão juros…

% dias atrás

Estoque beira 500 mil veículos, 329 mil importados

Compras na China cresceram expressivos 86,6% este ano, enquanto carros argentinos perdem espaço no Brasil

% dias atrás

Produção de caminhões ganha mais ritmo em maio

Baixas persistem em relação aos volumes do ano passado, mas devem receber contribuição com o…

% dias atrás

Com 4,3 mil contratações no ano, produção supera 1,1 milhão de veículos

Aumento da oferta sobre 2025 é de 7,1%. Só em maio foram criadas 1.100 novas…

% dias atrás

Hyundai lança i20 no Brasil e cria ponte entre hatchbacks e SUVs compactos

Novo modelo produzido em Piracicaba chega ao mercado em seis versões, com preços entre R$…

% dias atrás