Indústria

Hakan Samuelsson retorna ao comando da Volvo Cars

Jim Rowan, CEO desde 2022, deixa a empresa imediatamente

O conselho de administração da Volvo Cars colocou fim à curta trajetória de três anos de Jim Rowan como CEO da montadora de origem sueca. Neste domingo, 30, a empresa, há 15 anos pertencente ao gigante  chinês Geely Group, anunciou a saída do executivo da empresa, inclusive do conselho de administração.

Rowan deixa a Volvo Cars  já nesta segunda-feira, 31, e em momento delicado para indústria automobilística mundial, como desafios comerciais e geopolíticos, aumento da concorrência entre blocos e indefinições de prioridades sobre novas tecnologias.

Focada sobretudo em carros elétricos movidos a bateria nos últimos anos, a Volvo tem que encontrar mecanismos para driblar as vendas estagnadas ou em declínio nos maiores polos consumidores desses modelos.

O cargo de CEO, entretanto, não ficará vago. Já a partir desta terça-feira, 1, Hakan Samuelsson, de 74 anos, retorna à empresa que comandou por exatamente uma década — até 2022, quando foi sucedido pelo próprio Rowan — para um período de transição estimado em dois anos, quando um novo e definitivo sucessor ocupará a função.

Depois de sair da Volvo Cars, Samuelsson, de 74 anos, ainda foi presidente, até o ano passado, da Polestar, outra fabricante sueca de automóveis elétricos e que também integra o conglomerado de marcas de automóveis da Geely.

EX30: importação da China sobretaxada.

 

É, portanto, um conhecedor dos desafios que terá pela frente nestes 24 meses. Curiosamente, foi sob sua liderança que a Volvo produziu seu último carro movido a diesel há exatos dois anos e se dispôs a ser uma marca totalmente elétrica até o fim desta década.

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Esse objetivo, entretanto, foi postergado por Rowan, que se deparou com a demanda mundial por elétricos abaixo do esperado pela indústria e, por conta disso, resolveu prolongar a vida de modelos híbridos.

Agora, com tarifação adicional da Europa para os carros fabricados na China, como o Volvo EX30, e os 25% impostos pelo governo dos Estados Unidos a partir de abril, o cenário é ainda mais desafiador.

“O conselho de administração acredita que a empresa estará melhor servida por liderança com profunda experiência industrial, profundo conhecimento do nosso grupo e capacidade comprovada de execução em ambientes difíceis”, justificou Eric Li, presidente do conselho em nota oficial.


Foto: Divulgação

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Redação AutoIndústria

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