A fábrica da Stellantis de Goiana, PE, completará 10 anos no próximo dia 28. Nesse mesmo dia de 2015 saiu da linha de montagem oficialmente o primeiro Jeep Renegade nacional. A montadora já prepara alguns presentes de comemoração para o complexo que hoje produz também veículos das marcas Fiat e RAM.
Um deles, digamos, chegará tardiamente para festa, pois deve ser entregue somente no ano que vem. Será, contudo, para lá de importante e absorverá parcela significativa do ciclo de investimentos de R$ 13 bilhões anunciados para a fábrica de 2025 a 2030: a segunda geração nacional do Compass.
Lançada primeiramente no Brasil em setembro de 2016, antes do que em qualquer outro mercado, a atual geração — a segunda em nível mundial – do SUV médio é a atual líder de vendas da Jeep aqui. Dispensável dizer, portanto, ser sua atualização imprescindível para a sustentação da participação da marca, que hoje, com 12%, ocupa o segundo lugar no segmento de utilitários — 6,5% no total de automóveis de passeio.
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A renovação do modelo, porém, acontecerá primeiro na Europa, onde foi lançado oficialmente nesta terça-feira, 6, mas cujas primeiras unidades têm previsão de entrega somente para o quarto trimestre. Para lá, o Compass 2026 seguirá fabricado em Melfi, na Itália, com motorizações híbridas e elétricas.
O Compass 2026 é totalmente diferente, seja por seu visual de linhas mais retas, seja pelo conteúdo ou tecnologia. A começar pela plataforma: deixa a Small Wide e adota a STLA Medium, já presente em outros veículos do grupo, como o Peugeot 3008, e concebida como multienergia.

O novo SUV é ligeiramente maior do que na atual geração. São 4,55 m de comprimento e oferece 55 mm de espaço adicional para as pernas, assim como porta-malas maior em 45 litros. De série, na Europa, tem multimídia de 16 polegadas e atualização OTA (over-the-air) durante todo o ciclo de vida. Sistemas colocam o Compass no Nível 2 de condução autônoma.
A Jeep oferecerá aos consumidores europeus um híbrido fechado de 48 V e 145 cv, um híbrido plug-in de 195 cv e nada menos do que três versões elétricas a bateria. A de entrada desenvolver 213 cv e tem tração dianteira e a topo de gama chega aos 375 cv e dispõe de tração integral.
A arquitetura admite carregamento em corrente contínua de 160 kW, o que permite tempo de recarga de 20% a 80% em 30 minutos — carregador de bordo com capacidade de até 22 kW —com autonomias de até 650 km.
A primeira edição, já disponível para pré-reserva, terá opção híbrida fechada de 48 V com 145 cv e elétrica de 213 cv com tração dianteira e autonomia de 500 km.
Foto: Divulgação
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