Com risco de não vir a produzir no Brasil, conforme denúncia do Sindicato de Camaçari, a marca chinesa segue ampliando a venda dos seus importados

Em meio a denúncias do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, BA, quanto ao risco de a BYD não vir efetivamente a produzir no complexo baiano, limitando-se a montar lá partes vindas do seu país de origem, a marca chinesa segue com bom desempenho no mercado brasileiro.
Encerrou abril na 8ª colocação do ranking por marcas, repetindo resultado que já havia conquistado em dezembro. No acumulado do ano passado ocupou o 10º lugar e ficou em 9º no primeiro trimestre deste ano.
Com 8.485 emplacamentos no mês passado, ante total de 8.042 em março, a fabricante chinesa até perdeu participação em abril, baixando o índice de 5,35% para 4,31%, conforme dados da Fenabrave. Mas ficou à frente da Honda, com fatia de 4,21%, e Nissan, com 2,57% no balanço mensal.
As marcas mais vendidas no Brasil em abril (veja tabela abaixo), foram, pela ordem, Fiat, Volkswagen, General Motors, Hyundai, Toyota, Renault e Jeep, vindo na sequências as já citadas NYD, Honda e Nissan. Além da escalada da BYD no mês passado, outra novidade foi a Hyundai superando a Toyota e ocupando a quarta colocação.
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Enquanto segue com vendas em alta por aqui, a BYD está hoje no foco de notícias que colocam em dúvida os planos da empresa de gerar 10 mil empregos diretos no País.
No dia 5 de maio, em comemoração ao Dia do Trabalhador na Câmara Municipal de Camaçari, o dirigente sindical dos trabalhadores metalúrgicos de Camaçari, Silvio Bonfim, disse haver motivos concretros para a categoria ligar o alerta:
“O que está em jogo é saber se Camaçari será, de fato, um polo industrial de produção de veículos, ou se correremos o risco de nos tornarmos apenas um centro logístico de distribuição de peças e veículos semimontados vindos da China”, comentou o sindicalista.
Segundo Bomfim, preocupa a importação em larga escala dos carros da BYD, que já opera com quatro navios próprios: “Até 2026, serão oito navios, podendo transportar 58 mil veículos. Isso pode significar um grande aumento nas importações diretas ao Brasil, com menos necessidade de produção local’, complementou.
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