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BYD acredita na redução do Imposto de Importação para SKD

Pleito que gerou contestação da Anfavea está em análise na Cacex. "Está dentro do prazo", diz Alexandre Baldy.

Ao anunciar para o dia 26 de junho a inauguração da fábrica de Camaçari, BA, o vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy, também revelou que a empresa segue confiante na aprovação do pleito que fez ao governo federal no sentido de haver rebaixamento da alíquota de importação para SKD (Semi Knocked Down, na sigla em inglês).

O método envolve a importação de veículos semi-montados, com a solda das partes metálicas e pintura prontas. De acordo com a legislação brasileira, a empresa só pode usufruir do regime SKD por 12 meses, ou seja, na sequência tem de ampliar compra de peças produzidas localmente.

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Em abril, durante coletiva de balanço mensal, a Anfavea denunciou que empresas chinesas estavam pleiteando a redução do II para SKD e CKD, sem citar nomes das empresas.

A entidade manifestou-se totalmente contrária a essa investida, dizendo ser “um ataque à produção local, investimento e emprego.” E teve apoio da Abeifa, entidade que também representa importadores, incluindo a própria BYD, que depois confirmou ter sido a autora do pedido.

Na quarta-feira, 28, durante lançamento da linha 2026 do Song Pro e Song Premium, Baldy comentou sobre o assunto, mostrando-se confiante quanto à redução da alíquota de importação para veículos SKD.

“O pleito está sendo analisado na Camex (Câmara de Comércio Exterior), que tem 120 dias para posicionar-se sobre a solicitação. Acreditamos em sua aprovação. Como estamos investindo na fábrica e contratando, não é justo pagar a mesma alíquota de quem só traz o veículo pronto. Precisamos ter competitividade até ter condições de trabalhar com maior índice de nacionalização”.

Atualmente, os modelos eletrificados pagam aliquota de importação menor. Os índices estão em 20% e 18% para os híbridos e 100% para os elétricos, respectivamente, índices que vão subir em julho, também pela ordem, para 28% e 25%. Os demais carros pagam 35%.

O pleito da BYD é para que o II de SKD baixe para 10% durante os 12 meses em que terá direito à operação em regime de SKD. O primeiro carro a ser montado em Camaçari é o elétrico Dolhpin Mini, o que não descarta outro modelo na linha logo de início, sendo o  híbrido Song Pro o principal candidato.

Baldy garantiu após o lançamento da linha 2026 do seu principal modelo híbrido que já foram contratados 1,1 mil funcionários na Bahia: “Viemos para o Brasil para vender e produzir. Há 2 anos e meio estamos preparando terreno para crecer no País e nossa proposta é de longo prazo. Nosso compromisso é estar aqui”.

O anúncio de investimento da montadora chinesa é da ordem de R$ 5,5 bilhões.


Foto: Divulgação/BYD

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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