Mercado interno chega ao fim do período com três meses consecutivos de queda

A produção de caminhões no País encerrou a primeira metade de 2025 ainda em crescimento de 3,1% com 66.317 unidades montadas ante as 64.319 registradas no mesmo período do ano passado.
Somente em junho, no entanto, os 11.293 veículos do segmento representaram quedas de 8,4% em relação a maio (12.327 unidades) e de 7,7% no confronto com sexto mês de 2024 (12.236). “Há uma clara adequação das fábricas no ritmo da produção”, avaliou Gustavo Bonini, vice-presidente da Anfavea, durante apresentação do balanço do setor automotivo na segunda-feira, 7.
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As exportações contribuíram de maneira relevante para o desempenho ter permanecido em território positivo ao fim dos seis primeiros meses. No período os embarques anotaram alta de 91%, para 13.444 unidades contra as 7.040 remessas registradas há um ano. O volume exportado participou com mais de 20% no total da produção de caminhões de janeiro a junho.
Ao contrário da demanda externa, o mercado doméstico encolhe. Afetadas pela elevação das taxas de juros, que aumentam os custos do financiamento e dificultam o crédito, as vendas caíram por três meses consecutivos e chegam com declínio um de 3,5% no acumulado dos seis meses com 54.754 emplacamentos ante os 56.767 registrados há um ano.
“A categoria de pesados, em especial, é a que puxa o resultado para baixo, porque também depende mais do financiamento. Se no fim do primeiro semestre de 2024 os pesados participavam com 52% nas vendas, agora reponde por 42%”, resumiu Bonini.
Foto: Divulgação Volvo
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