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Haddad sobre Carro Sustentável: “Programa neutro do ponto de vista fiscal”.

Evento em Brasília tambéḿ revelou o tão esperado IPI Verde, com alíquotas menores para carros menos poluentes

Sem a prevista presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o evento de divulgação do IPI Verde e da modalidade Carro Sustentável nesta quinta-feira, 10, no Palácio do Planalto, contou com a participação de ministros e representantes da Anfavea, Fenabrave, Sindipeças e do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

O titular do MDIC e vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, iniciou a cerimônia dizendo que Lula pediu para trazer um abraço fraterno a todos, justificando sua ausência por “questões tarifárias”, certamente se referindo ao anúncio feito na véspera pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de sobretaxar os países do Brics, com alíquota de 50% no caso do Brasil.

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Carro sustentável terá IPI zerado até o final de 2026

Alckmin destacou o caráter social do decreto assinado por Lula nesta quinta-feira, por garantir que mais pessoas tenham acesso ao carro 0 km, propiciando, assim, a renovação da frota circulante brasileira. Modelos produzidos no Brasil com motor 1.0 e emissões inferiores a 83g de CO2 por quilômetro terão o IPI zerado até o final do ano que vem.

Também presente o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que destacou a importância do decreto que cria a modalidade do Carro Sustentável e o IPI Verde, tributando quem pode pagar mais, porque está poluindo mais e também por ter mais renda, e beneficiando quem tem menos renda e polui menos.

“É um programa neutro do ponto de vista fiscal, mas com benefícios ambientais e sociais”, destacou Haddad.

O presidente executivo da Anfavea, Igor Calvet, comemorou o anúncio do Carro Sustentável e do IPI Verde, prevendo que o decreto vai permitir que o setor supere em 2025 o resultado positivo do ano passado

“Faz parte da previsibilidade que sempre pedimos ao governo. É a concretização de uma política pública já prevista em lei, que traz benefícios ambientais, sociais e econômicos. Permite estimular nossa indústria, que a cada emprego direto gera de 8 a 10 indiretos na cadeia automotiva”, destacou Calvet.

O presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, também comemorou a publicação do decreto, lembrando que a entidade representa 8.225 concessionárias no País, responsáveis pela geração de mais de 370 mil empregos diretos.

O representante dos trabalhadores no evento foi o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges: “Isso que vemos hoje aqui é o que chamamos de política pública, aquela que abre caminho para a reindustrialização que tanto precisamos”, comentou o sindicalista, ressaltando que o setor automotivo em seu todo envolve perto de 1,3 milhão de empregos.


 

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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