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Mercedes-Benz Axor ressurge no portfólio da marca

Lançamento reforça a percepção de que o mercado brasileiro deverá ser o maior da fabricante em 2025

A Mercedes-Benz amplia o portfólio de caminhões ao retomar a oferta da linha Axor. O modelo, descontinuado no País na transição de tecnologia para atender ao Proconve P8, em vigor desde 2023, figurava como um dos mais vendidos pela marca e, agora, renasce aprimorado.

Além de ampliar a oferta, o retorno se mostra estratégico para atender parte de um transportador que ficou órfão de produto. Na ocasião, a perspectiva da marca era de que Actros, então completamente renovado, poderia se encarregar de ocupar o lugar deixado pelo Axor, que também já havia sucumbido na Europa alguns anos antes.

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“Naquele momento o Axor ficou com perfil muito regional e a estratégia, cada vez mais, é de ter escala global em função de competitividade e eficiência de custos. Mas uma coisa é idealizar, outra diz respeito em como o mercado e os concorrentes reagirão diante de um novo portfólio”, conta Jefferson Ferrarez, vice-presidente de Vendas da Mercedes-Benz Brasil.

Com o tempo, o executivo admite, a nova realidade da gama da marca mostrou que o Actros não cumpriu com parte daquela missão de substituir o Axor. “Foi então que surgiu a proposta de trazer a plataforma do Actros, com todos os benefícios tecnológicos, mas em um caminhão mais pragmático, que faz o transporte acontecer e preço compatível com o qual posicionava o antigo Axor no mercado.”

O projeto, portanto, como observa Ferrarez, preserva tecnologia global comum da marca, traz para o mercado opção intermediária para aplicações rodoviárias e busca atrair o autônomo e pequeno frotista. “Com o novo Axor não perdemos sinergias tecnológicas atuais e ainda aprimoramos a antiga cabine.”

O Axor renascido chega nas versões 2038 4×2 e 2545 6×2 com preços promocionais de lançamento de R$ 698.000 e R$ 738.000, respectivamente. O modelo poder ser configurado com teto baixo ou alto, traz suspensão pneumática na cabine, metálica no chassi e motor de 13 litros de 380 ou 450 cv.

Tem ainda duas opões de câmbio automatizado, possibilidade de redução no eixo e conveniências como volante multifuncional, alavanca no câmbio na coluna de direção e partida por botão. Dentre os principais itens no pacote de segurança incluem tecnologias como assistente de partida em rampa e controles eletrônicos de estabilidade e tração.

Ferrarez calcula que deverá fechar o ano com 1 mil unidades vendidas do novo Axor, em subsegmento do mercado (4×2 e 6×2) de pesados que dever somar entre de 20 mil e 25 mil unidades em 2025. “Estamos falando de um recorte no qual 70% são de vendas para autônomos e pequenos transportadores.”

O ressurgimento do Axor ainda se apresenta como reforço a uma percepção de que o mercado brasileiro deverá ser o maior da fabricante em 2025. Ao menos essa é a perspectiva de Achim Puchert, até há pouco meses líder da operação brasileira da marca e atual CEO da Mercedes-Benz Truck, em visita ao Brasil especialmente para o lançamento.

“As vendas na Europa se mostram estáveis, como também na Alemanha, nosso principal mercado. Mas há as incertezas dos conflitos, a energia está mais cara e a eletrificação não avança como se esperava. Cenários que tiram o apetite do transportador. No Brasil, embora o custo do financiamento esteja elevado, ainda será um mercado acima de 100 mil unidades.”


Fotos: Divulgação Mercedes-Benz

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Décio Costa

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