No primeiro caso para cima, no segundo para baixo. Meta de produção é mantida.

Diante da alta de 52,7% das exportações no acumulado até julho, com 312,1 mil embarques no ano, e da desaceleração nos emplacamentos de pesados e também nos de veículos leves nacionais, a Anfavea decidiu manter as metas de produção, mas reviu para cima a projeção de vendas externas e para baixo a das internas.
No caso das exportações, estima-se agora alta de 38,4% sobre 2024, totalizando 551 mil unidades. A previsão anterior era de apenas 7,5%. “O motivo é a surpreendente recuperação do mercado argentino, que vem demandando grandes volumes de veículos feitos no Brasil”, comentou Igor Calvet, diretor executivo da entidade das montadoras.
Em relação ao mercado doméstico, a projeção de crescimento de 6,3% foi revisada para 5%, com total previsto de 2,765 milhões de licenciamentos (veja tabela abaixo).
O aumento menor de vendas vale tanto para leves – cujo índice caiu de 6% para 4,8%, com previsão de 2,043 milhões de emplacamentos – como para pesados, de 8,9% para 8,2%, com total de 583 mil unidades.
Com relação à produção, foi preservada a estimativa feita na virada do ano de 2,749 milhões de unidades, uma evolução de 7,8% sobre o volume total de 2024.
No acumulado do ano, as vendas internas cresceram 4,1%, atingindo 1.442.327 emplacamentos, e a produção teve alta de 6,1%, para 1.469.326.
“Apesar dos juros elevados e de um ingresso acima do razoável de produtos importados, esperamos continuar recuperando os volumes de produção e encerrar o ano com a programada alta de 7,8%”, destacou o presidente da Anfavea.
Ao falar da revisão das projeções, Calvet comentou sobre o momento conturbado que vive o Brasil e o mundo em função dos tarifaços dos Estados Unidos, que afetarão as vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias e também de motores brasileiros.
Foto: Divulgação/Toyota
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