Com participação da Anfavea, reuniões separadas na sexta-feira tiveram por pauta a atual conjuntura do mercado, afetado pelos juros altos

Apesar de não ter entrado em detalhes sobre eventuais desdobramentos dos encontros, a Anfavea revelou reuniões separadas na sexta-feira, 22, de representantes da entidade e das montadoras de veículos pesados com os ministros Geraldo Alckmin, do MDIC, e Fernando Haddad, da Fazenda.
Os assuntos em debate, conforme publicado por Igor Calvet, presidente em da Anfavea no Linkedin, foram a conjuntura do mercado de caminhões no Brasil, com foco nos desafios da indústria e as oportunidades de avanço em temas como inovação e transição energética, além da ampliação de acordos comerciais para incentivar exportações.
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O encontro com Alckmin ocorreu em Brasília, reunindo os CEOs da Scania Brasil, Christopher Podgorski, da DAF Caminhões Brasil, Larisa Gambrell, e da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Antonio Roberto Cortes, além de Calvet e dos vice-presidentes da Anfavea, Gustavo Bonici, Ulisses Chaves e Luiz Henrique Maia Bezerra.
À tarde, em São Paulo, Podgorski e Cortes, ao lado de Calvet, participaram de reunião com o ministro Haddad. Na postagem do final de semana, a Anfavea destacou que o setor de caminhões é responsável por mais de 60% do transporte de cargas no País e tem papel central na logística nacional.
“Garantir sua competitividade é essencial para a fluidez da economia e para o desenvolvimento de soluções sustentáveis que unam eficiência e menor impacto ambiental”, destacou a entidade no texto publicado na rede social.
Nesse contexto todo, importante lembrar que na coletiva do início deste mês a Anfavea revisou as projeções de desempenho do segmento de pesados, informando que o mercado de caminhões é o que deve ser mais afetado de maneira negativa.
Conforme publicado no AutoIndústria, se antes a associação enxergava estabilidade nas vendas de caminhões, com leve alta de 0,2% sobre 2024, para 124,5 mil unidades, agora espera queda de 8,3%, para 114,5 mil emplacamentos. Já o segmento de ônibus deve crescer 12,8%, chegando a 25,3 mil unidades.
Na ocasião, Calvet manifestou preocupação com a alta nos juros, argumentando que esse movimento derruba a demanda de caminhões, em especial dos pesados, categoria que mais participa das vendas: “Com exceção de necessidades contratuais para comprar caminhões, o transportador espera antes de investir”.
Foto/Anfavea/MDIC
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