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O impacto (positivo) do Tera nas operações da Volkswagen

SUV entra no Top 10 na 1ª quinzena e futuro VP de Vendas vislumbra o Top 3 com a oferta maior do modelo neste final de ano

Lançado oficialmente em 25 de maio e com vendas iniciadas em 6 de junho, o VW Tera teve desde o início demanda acima do previsto, gerando uma aceleração da produção  para garantir oferta maior do que a programada neste segundo semestre.

Quem informa é Ricardo Silva, diretor de Vendas & Marketing da Volkswagen do Brasil, que assume a vice-presidência da área no próximo dia 1º de outubro em momento favorável da marca, que opera a plena capacidade em todas as suas fábricas.

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Ele não revela números de produção, mas adianta que a projeção de vendas para o ano é da ordem de 51 mil unidades: “É um volume para Top 3”, antecipa.

Considerando que até agosto o Tera comercializou 10,1 mil unidades, seriam 40 mil neste último quadrimestre, perto de 10 mil/mês, volume superior aos registrados pelos 3º e 4º colocados de agosto, que foram Toyota Corolla Cross e VW T-Cross, com 7,7 e 7 mil unidades, respectivamente.

Décimo novo colocado no ranking de veículos leves no mês passado, o Tera ficou no Top 10 na primeira quinzena deste mês (tabela abaixo), exatamente no décimo lugar, com 2,8 mil licenciamentos.

A Volkswagen teve alguma dificuldade de acelerar a produção do Tera por conta do perfil de venda do modelo. Surpreendeu, por exemplo, a demanda maior pela versão topo de linha, a Hight, que desde o início vem respondendo por 54% das vendas, com mais da metade desses compradores optando pelo pacote Outfit Town Edition.

Também positivo o fato de 51% dos que estão comprando o Tera serem consumidores de outras marcas. De início, 57% tinham até então um hatch, índice que subiu para 61% no último mês, segundo revela o dirigente de vendas.

Além da demanda que supreendeu favoravelmente a montadora, com 12 mil unidades reservadas em apenas 50 minutos no seu lançamento público na noite de 5 de junho, o Tera também contribuiu para movimentar as concessionárias Volkswagen neste segundo semestre.

“Como não tinha o novo SUV para pronta entrega, o cliente acabava optando por outro modelo da marca, como o Nivus”, informa Silva, que na segunda-feira, 15, antes da 3ª edição do Super, evento que premiou os melhores concessionários da marca, atendeu alguns jornalistas do setor.

Os números da Fenabrave confirmam o que a Volkswagen chama de “efeito Tera”. As vendas do Nivus saltaram de 4.590 unidades em maio para 4.731 em julho e 5.727 em julho, recorde no ano.

Das marcas líderes, a Volkswagen é a que mais cresce — 10,2% ante os 2,8% da média do mercado de veículos leves.

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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