O desempenho da produção de veículos no terceiro trimestre acendeu sinal amarelo na Anfavea. Recorte comparativo entre os volumes de cada trimestre mostra que o chão de fábrica perdeu força e encerra de julho a setembro em pequena baixa 0,8%, a primeira queda do ano sob a perspectiva trimestral. Por esse prisma, os caminhões foram os responsáveis pelo saldo negativo com um declínio 9,4%.

“Os dados retratam a dificuldade que o setor tem tido a partir do início do terceiro trimestre. Nos primeiros três meses do ano tivemos um crescimento acumulado de 10,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, no segundo, outra expansão de 10,3% e, agora, ao fim de setembro, um recuo de 0,8%”, observou Igor Calvet, presidente da Anfavea, durante apresentação do balanço de desempenho do setor automotivo, na quarta-feira, 8.

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Diante do retrato, Calvet prefere ainda não rever a projeção de crescimento de 7,8% na produção em 2025. “A instabilidade já fato posto, com cenários diferentes a cada semana. Não seria proveitoso fazer novas estimativas”, justifica. “O que temos pela frente é muito trabalho pela frente. Para manter a nossa projeção precisaremos obter crescimento na produção de 12,9% no último trimestre.”

Embora os resultados pela análise por trimestre revelem o desaquecimento, a produção acumulada de autoveículos registrou alta de 6% com 1,98 milhões de unidades ante as 1,87 milhão produzidas um ano antes.

No caso da produção de caminhões, a principal responsável por trazer para baixo o resultado geral no terceiro trimestre, anotou no acumulado até setembro queda de 3,8%, ao anotar 98.632 unidades. No mesmo período do ano passado, a indústria do segmento registrava 102.611 caminhões produzidos.


Foto: Divulgação Volvo

Décio Costa
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