Faturamento evolui em torno de 12%, embora as compras de veículos tenham sido 7% menores

A Abla, Associação Brasileira das Locadores de Automóveis, abrirá portas da Expo Abla 2025 (29 e 30 de outubro do Expo São Paulo), a maior feira de negócios do setor locação em momento de cautela, mas vigorosa e confiante.
O evento em si cresce de maneira sólida a cada ano. O público participante da primeira edição, em 2022, quase triplicou, de 819 para os 2.176 que estarão presentes nos próximos dias.
Da mesma maneira, a quantidade de empresas locadoras saltou de 228 para 714, enquanto o número de expositores saiu de 22 para 59. Por óbvio, a área de exposição aumentou de 495 m² e chega agora com 1.650 m².
“Os números da Expo Abla refletem o crescimento do setor, evento onde se encontram os principais fornecedores de negócios e se consolida como gerador de oportunidades concretas”, resume Francine Evelyn, diretora executiva da associação.
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A trajetória de sucesso da feira não deixa dúvida. A conjuntura para o negócio, porém nem tanto. O alto custo do capital que, embora possa estimular a locação em virtude da dificuldade de crédito, também inibe investimentos.
As projeções da associação já contabilizam o cenário. As compras de veículos, por exemplo, fecharão o ano com redução por volta de 7% relação a 2024, para volume em torno de 600 mil unidades. “A estimativa inicial era de 620 mil”, conta Paulo Miguel Jr., vice-presidente do Conselho Gestor da Abla. “Também o mercado automotivo em geral se encontra apertado, com os bancos restritivos.”
Ainda assim, o setor de locação terá um ano profícuo com um crescimento no faturamento bruto de 12% com valor por volta de R$ 60 bilhões ante os R$ 52,9 bilhões anotados no ano passado.
A avaliação do dirigente aponta incógnitas e certezas. O maior ponto de interrogação é a falta visibilidade para os próximos meses ao considerar taxas de juros, equilíbrio fiscal e regras tributárias.
A confiança fica por conta de que a locação e um negócio sem volta. “Há muito espaço para crescer. O cliente tem percebido de que o que está caro é o carro, não a locação. Questão de mudança de hábito.”
Foto: Divulgação Abla
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