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JAC Caminhões desembarca no Brasil com promessa de que veio para ficar

Sob comando chinês, operação vislumbra produção nacional e fatia de 5% do mercado em cinco anos

A JAC Caminhões é a mais nova marca a disputar o transporte de carga do mercado brasileiro. A companhia chega ao País sob a direção da matriz chinesa com discurso e planos para consolidar presença no mercado nacional. Ao menos assim, foi o recado dado em evento na noite de terça-feira, 2, em São Paulo, a potenciais clientes e parceiros.

A operação efetiva começa em 2026, incialmente, com oferta de quatro modelos a diesel de 9 a 25 tonelada de peso bruto total (PBT) – os automóveis e comerciais elétricos da marca seguem como negócio independente do Grupo SHC. A estratégia é participar nos segmentos de versões rígidas de leves, médios e semipesados, produtos que atendem 50% das vendas de caminhões no Brasil.

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“A projeção é de participação de 5% do mercado total até 2030, partindo de 1,5% já ao fim do ano 2026”, revela Adriano Chiarini, diretor comercial, adiantando que já espera vender, no mínimo, 700 unidades no primeiro ano, “mas que pode aumentar rapidamente”.

A confiança do executivo se sustenta em conhecimento de mais de 30 anos de atuação da JAC Caminhões na América Latina, com presença em países como Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Uruguai. Mas também a parceria sólida com fornecedores tradicionais no mercado brasileiro, casos de Cummins, Eaton e ZF.

Parcerias que, entende Chiarini, facilitam os planos de nacionalização de componentes e produção nacional. “É um projeto que temos e estamos desenhando para realmente ser implantado. Ainda são estudos iniciais, mas já temos sinalizações de incentivos por estados do Nordeste, mas também Espírito Santo, Goiás e Paraná.”

Para dar vazão à ambição, a JAC Caminhões já começa a operar com serviços financeiros, como consórcio, planos de manutenção, serviços de telemetria e locação. Ao mesmo tempo, a rede começa ser construída. Em um primeiro momento, somar 30 endereços entre concessionárias completas e pontos de atendimento no fim de 2026 e chegar a 60 em 2027.

As representações iniciais começam com o Grupo Relimpp para a cobertura de São Paulo, o Grupo Pemagri, em Sergipe e Alagoas, e o Grupo Vega, no Pará e Amapá.


Foto: Décio Costa

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Décio Costa

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