Indústria

Importações de autopeças atingem maior valor no pós-pandemia

Compras na China cresceram 15% e foram decisivas para o déficit de US$ 15 bilhões em 2025, 14,5% superior ao de 2024

Com importações em alta de 12,1% e expansão menor nas exportações, da ordem de 8,2%, o déficit comercial das autopeças cresceu 14,5% em 2025, atingindo US$ 15 bilhões frente ao saldo negativo de US$ 13 bilhões no ano anterior.

As importações totalizaram US$ 23,5 bilhões, o maior valor da série histórica no pós-pandemia, em linha com a projeção feita pela Assessoria de Economia da Sindipeças, conforme informações publicadas pela entidade em seu site.

A China manteve-se como a principal origem das compras brasileiras, com participação de 19% e variação anual de 15,1% nas vendas ao Brasil.

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No ano passado, foi adquirido o total de USS% 4,45 bilhões em autopeças chinesas, reflexo do aumento  da oferta de carros vindos daquele país no mercado brasileiro e também do início de montagem de veículos pela GWM e BYD no Brasil.

O Sindipeças já se manifestou contrário à prorrogação de incentivos para compras de CKD/SKD no exterior, mesma posição da Anfavea frente ao pleito das marcas chinesas junto ao governo federal para que a alíquota zero de importação seja mantida além do próximo dia 31.

Em seguida, no caso das importações, vieram Estados Unidos (11% de participação e crescimento de 9,6%), Japão (9,2% e 24,6%, respectivamente) e Alemanha (8,7% e 8,1%, pela mesma ordem).

Em dezembro, em particular, houve recuo de 2,4% nas compras em outros países, provocado por fatores sazonais que normalmente influenciam a programação das importações no período, dentre os quais as férias coletivas das montadoras brasileiras.

Argentina lidera exportações

Ainda de acordo com o Sindipeças, as exportações somaram US$ 8,5 bilhões no ano passado , também um resultado próximo ao da projeção da entidade.

“O desempenho foi insuficiente, porém, para compensar a retração das vendas externas em 2024 (-12,9%)”, explica o Sindiepeças, destacando que, “em todo caso, foi o melhor resultado desde 2013, quando as vendas externas atingiram US$ 9,9 bilhões.

A despeito das tarifas americanas, a recuperação foi puxada principalmente pela Argentina, cujas compras cresceram 12,5% e responderam por 36% do total exportado. As vendas ao país vizinho chegaram a US$ 3 bilhões, com participação de 36% nas exportações totais do setor.

Em contrapartida, as vendas para os Estados Unidos recuaram 12,8%, de US$ 1,37 bilhão para US$ 1,19 bilhões, reflexo dos tarifaços impostos pelo presidente Donald Trump tanto às autopeças brasileiras de veículos pesados como de leves.

Também caíram as vendas para o México, de US$ 923 bilhões para US$ 757 bilhões, queda de 8,9%.


 

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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