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Goiânia avança na requalificação do transporte com Marcopolo e Volvo

Sistema da Região Metropolitana ganha por 21 unidades de ônibus elétricos articulados e biarticulados

Em processo de modernização, o sistema BRT da Grande Goiânia evoluiu como poucos no País com a chegada 21 ônibus elétricos entregues pela Volvo em parceria com Marcopolo. Do lote, 16 modelos são articulados e os outros cinco biarticulados, o que fazem com que a Região Metropolitana da capital seja a primeira do mundo a operar a maior versão elétrica de ônibus.

A entrega faz parte de uma ampla requalificação pela qual o sistema de transporte local passa atualmente. De acordo com Laércio Ávila, diretor do Consórcio BRT do Goiânia, o investimento no projeto supera R$ 2 bilhões, aplicados em renovação de frota, além de reformas em estações e terminais. Caso da chamada Praça A, terminal modernizado entregue à cidade de maneira simultânea aos novos veículos.

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“Até o fim de 2026, o sistema de transporte receberá 1,5 mil novos veículos, o que renovará e aumentará a frota em 30%. Ao menos 130 unidades serão de elétricos e movidos a biometano.”

O diretor calcula que somente o recorte de ônibus elétricos some aporte em torno de R$ 450 milhões. “O custo inicial médio dos elétricos fica por volta de R$ 3,5 milhões por veículo”, adianta.

Os investimentos são realizados em conjunto pelo Governo de Goiás, pelas prefeituras e pelas concessionárias operadoras do sistema. No caso dos elétricos da Volvo e Marcopolo, a compra foi realizada pela GreenMob Capital, braço de financeiro da HP Mobilidade, uma das empresas operadoras do BRT da cidade.

Para André Marques, presidente da Volvo Buses na América Latina, é um passo importante por um transporte mais sustentável, mas também continuidade da parceria como fornecedora de ônibus para Goiânia desde os anos 1980.

“Temos a honra de fornecer os veículos dessa nova fase do BRT, com ônibus de alta capacidade 100% elétricos, silenciosos e confortáveis. Isso é parte de nossa jornada contínua no desenvolvimento de soluções para melhorar a qualidade de vida no transporte público.”

Cabe lembrar que a fábrica de Curitiba (PR) da Volvo é a base de exportação para o mundo dos articulados e biarticulados elétricos.  Os modelos, segundo Marques, chamam atenção de outros mercados para prováveis futuras negociações, como Colômbia, México, Uruguai e outras cidades brasileiras como, Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro e Manaus (AM).

Os chassis elétricos BZRT da Volvo são equipados com dois motores de 200 kW cada, o que gera 540 cv. Os modelos podem ser equipados com até oito pacotes de bateria para capacidade de até 720 kWh. As baterias são acomodadas no piso, configuração que permite aproveitar o salão interno. Os modelos articulados medem 21 metros para até 180 passageiros e, os articulados, levam 250 pessoas.

Para sustentar a operação, a cidade também ganhou o maior terminal de recarga de ônibus elétricos do País, chamado de Eletroposto Oeste. São 23 carregadores de 240 kW e capacidade para recarregar até 46 ônibus ao mesmo tempo com potência de 6 MVA.


Foto: Divulgação Volvo

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Publicado por
Décio Costa

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